Governo responsabiliza Proteção Civil pela compra das golas antifumo inflamáveis

Governo responsabiliza Proteção Civil pela compra das golas antifumo inflamáveis

[Fonte: O Jornal Económico]

O Governo responsabiliza a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pela compra das golas antifumo que são inflamáveis.

“Os contratos, caderno de encargos, as condições de seleção dos concorrentes, é da responsabilidade da Autoridade Nacional da Proteção Civil”, disse o secretário de Estado da Proteção Civil este domingo, 28 de julho.

Questionado pelos jornalistas se o ministério da Administração Interna tinha “assinado de cruz” a autorização para compra do material, José Artur Neves reafirmou: “A responsabilidade por esse processo é da ANEPC. O gabinete acompanhou este processo, com uma orientação política emanada do conselho de ministros, para se desenvolver este projeto da Aldeia Segura, que é muito importante para o país, que está a ter resultados positivos”.

Este projeto “teve uma candidatura a fundos comunitários. O gabinete acompanhou esse processo junto do POSEUR para o seu financiamento, mas todo o processo de seleção dos concorrentes de definição de critérios de seleção desses concorrentes, o modelo de concurso, naturalmente que é da responsabilidade da ANEPC”, reafirmou.

O Governo reagiu assim à notícia do Jornal de Notícias deste domingo de que a secretaria de Estado da Proteção Civil coordenou os convites realizados a cinco empresas para a apresentação de preços, adjudicação, minuta de regras e elaboração do contrato. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil 202.950 euros por 15 mil kits de proteção para os fogos florestais.

No sábado, o Jornal de Notícias avançou que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pagou 1,80 euros por cada gola, num total de 125 mil euros, quando o valor de mercado, por peça, ronda entre os 63 e os 74 cêntimos (com IVA).

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou no sábado a abertura de um inquérito urgente sobre a contratação das golas antifumo que são inflamáveis.

Na sexta-feira, o ministro rejeitou responder diretamente a questões relacionadas com esta polémica, afirmando que as golas não são “material de combate a incêndio”.

Polémica com golas antifumo: “O sr. jornalista tem aqui material que é inflamável”, diz ministro

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O artigo foi publicado originalmente em O Jornal Económico.

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