Florestas, fazendas ou ranchos. Investidores apostam em nova classe de ativos

Florestas, fazendas ou ranchos. Investidores apostam em nova classe de ativos

[Fonte: O Jornal Económico]

Tom Crowder está entre os mais de 200 especialistas empregados pelo grupo de gestão de ativos especiais do Bank of America, o SAM, que administra ativos no valor de 13,6 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros). O cliente-alvo deste grupo está à procura de áreas florestais, fazendas, ranchos, energia ou imóveis, os chamados investimentos alternativos que podem diversificar as carteiras formadas principalmente por ações e outros instrumentos financeiros. O objetivo é fornecer proteção contra a inflação.

Os retornos em áreas florestais totalizaram 3,2% em 2018, face aos 2,4% do ano anterior, cita a agência Bloomberg. De acordo com o especialista do Bank of America, a diminuição da terra arável e a crescente procura por alimentos são razões de sobra para investir em terras agrícolas. “As pessoas têm que comer, e o que acreditamos sobre a natureza intrínseca desses ativos é que eles têm um valor real e persistem com o tempo”.

A lista de clientes do banco inclui investidores de todo o mundo. Os ativos produzem receita – na forma de colheitas, gado, petróleo e gás -, mas os compradores precisam de se sentir à vontade com um horizonte de tempo bastante longo. Uma fazenda que produza madeira pode gerar vendas imediatas ou levar anos para ser colhida, dependendo da maturidade das árvores e das condições de mercado, ou décadas, se contarmos a partir da semente.

“Isso não é como ações e títulos. Não compra na segunda-feira e vende na quarta. Tem de estar a pensar a 10 anos, caso contrário estes ativos não são para si”, explica o especialista à agência Bloomberg.

O artigo foi publicado originalmente em O Jornal Económico.

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