Especialistas deixam alerta: escassez de água já afeta um quarto da população mundial

Especialistas deixam alerta: escassez de água já afeta um quarto da população mundial

[Fonte: O Jornal Económico]

Um quarto da população mundial em cerca de 17 países vive em regiões de escassez de água extremamente alta, de acordo com o novo relatório do Instituto Mundial de Recursos (WRI na sigla inglesa) revelado pelo jornal “The Guardian” esta terça-feira.

Os especialistas do WRI alertam que o aumento da escassez de água poderá levar a mais “dias zero”, expressão que ganhou notoriedade em 2018 quando a Cidade do Cabo na África do Sul esteve muito perto de ficar sem água.

Qatar, Israel e Líbano foram classificados como os países com mais escassez de água no mundo, com as regiões de Badghis no Afeganistão e Gaborone e Jwaneng no Botswana, aquelas que mais sofrem com a falta de água a nível mundial.

O WRI indica que os dados revelam uma crise global de água que vai exigir mais e melhores informações, planeamento e gestão da água.

“Atualmente, estamos a enfrentar uma crise global de água. As nossas populações e economias estão a crescer e a exigir mais água. Mas as nossas reservas estão ameaçadas pelas alterações climáticas, pelo desperdício de água e pela poluição”, referiu Betsy Otto, diretora global de água do WRI.

Nos 17 países que enfrentam uma escassez de água extremamente alta, os especialistas constataram que a agricultura, a indústria e os municípios estavam a utilizar até 80% das águas superficiais e subterrâneas disponíveis num ano médio.

Doze dos 17 países de alto risco estavam no Oriente Médio e Norte da África. O nível de escassez de água na Índia, um país com mais de 1.3 mil milhões de habitantes, ocupa o 13º lugar do relatório. Em julho, as torneiras na cidade de Chennai, no sul da Índia, secaram.

“A recente crise da água em Chennai ganhou a atenção mundial, mas várias áreas da Índia também estão a passar por uma crise com a falta de água”, afirmou Shashi Shekhar, ex-secretário do Ministério de Recursos Hídricos da Índia e membro sénior do WRI.

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O artigo foi publicado originalmente em O Jornal Económico.

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