Congresso. Portugal e Espanha concertam posições no milho

Congresso. Portugal e Espanha concertam posições no milho

[Fonte: Voz do Campo]

Ciente de que o milho é uma das principais culturas arvenses semeadas na Península Ibérica, desempenhando um papel extremamente relevante no abastecimento da sua indústria agroalimentar, a ANPROMIS – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo – convidou a sua congénere espanhola (Agpme) para se associar à realização do XII Congresso Nacional do Milho, que será também o 1º Congresso Ibérico do Milho 2019, num claro sinal de unidade e concertação de posições. Até porque, argumenta a Associação portuguesa, os inúmeros desafios que se colocam aos produtores ibéricos, tornam a partilha de estratégias uma prioridade que importa abraçar em prol da competitividade da agricultura dos nossos dois países. Assim,  1º Congresso Ibérico do Milho 2019 | XII Congresso Nacional do Milho 2019, terá lugar nos próximos dias 13 e 14 de fevereiro deste ano, no Altis Grand Hotel, em Lisboa.
Em entrevista à Voz do Campo o Secretário-geral da ANPROMIS, Tiago Silva Pinto, esclarece um pouco mais sobre o que se espera desta iniciativa inédita.

Quais os grandes temas em debate no 1.º Congresso Ibérico do Milho?
O Congresso deste ano vai ter uma abrangência ibérica, sendo o 1º Congresso Ibérico do Milho. Os temas selecionados são os que mais interessam os produtores dos dois países, sendo que alguns são mais técnicos e outros políticos. A nossa preocupação foi montar um programa que pudesse ser suficientemente abrangente. Para o efeito convidámos diversos oradores espanhóis e portugueses, de reconhecidos méritos, que possam dar-nos a sua visão sobre problemas tão relevantes para a nossa atividade como são “os desafios da coesão económica nos espaços rurais”, “o milho e o seu desenvolvimento na Península Ibérica”, “inovação – que desafios para a próximas décadas?”, “a competitividade da produção de milho nos países do sul da Europa”, “alterações climáticas: como nos adaptarmos a esta nova realidade?” e “a política agrícola comum pós 2020”.

Quem serão os principais oradores?
De entre os inúmeros oradores convidados destacamos Jorge Coelho (“Movimento pelo Interior” e ex-Ministro do Equipamento Social), Cristina Lobillo Borrero (Chefe de Gabinete do Comissário Europeu para a Acção Climática e Energia), Álvaro Sebastián de Erice (Ministro Conselheiro da Embaixada de Espanha em Lisboa), Jennifer Clever (Adida para Assuntos Agrícolas para Espanha e Portugal), João Ferreira do Amaral (Professor do Iseg), Fernando Miranda (Secretário-Geral do Mapa), Elvira Fortunato (Faculdade de Ciências e Tecnologia), João Pacheco (Think-Tank Farm Europe), Eduardo Diniz (Director-geral do GPP), Pedro Barato (Presidente de Asaja), Eduardo Oliveira e Sousa (Presidente da Cap), Daniel Peyraube (Presidente da Cepm), Luís Vieira (Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação) e Luís Capoulas Santos (Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural).

Qual tem sido a adesão dos produtores a estas iniciativas (nos últimos anos)?
Desde há longos anos a esta parte os eventos promovidos pela Anpromis constituem uma referência no panorama agrícola nacional, mobilizando como nenhum outro um elevado número de participantes e um leque de empresas que nos apoiam na organização desta iniciativa. Este ano não vai fugir à regra e contamos ter a presença de cerca de 600 agricultores portugueses e espanhóis, o que demonstra a vitalidade desta nossa fileira, e um conjunto de empresas e instituições bancárias de referência no espaço ibérico.

Saindo um pouco do Congresso, quais são neste momento as principais preocupações dos produtores nacionais?
A aprovação do Governo português da Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais constituiu para nós um motivo de regozijo. O desafio que se nos coloca é agora o de conseguirmos implementar as dezassete medidas propostas, sob pena do nosso país perder uma oportunidade única de garantirmos a nossa necessária soberania alimentar em cereais.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 222 (janeiro 2019)

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