Carlos Inácio, sócio-gerente da Messinagro

Carlos Inácio, sócio-gerente da Messinagro

[Fonte: Voz do Campo]

Diversificação da oferta tem-nos levado a crescer.

Os irmão Ana e Carlos Inácio são os dois sócios-gerentes (igualitários) da Messinagro. Ela Engenheira do Ambiente, ele Engenheiro Agrícola foram buscar fundamentos ao pai, já ligado à atividade agrícola para fundarem a empresa que desde 1998 disponibiliza uma grande variedade de produtos que abrangem áreas tão distintas como a agricultura, espaços verdes, nutrição animal (…).
À medida que a agricultura algarvia foi mudando ao longo destes 20 anos a Messinagro acompanhou os novos desafios, socorreu-se de fornecedores e apresentou soluções aos seus clientes nas três lojas que consecutivamente têm sido alvo de investimentos de forma a responderem da melhor maneira a esses desafios.
Em entrevista Carlos Inácio traça-nos um pouco do perfil da empresa, da agricultura algarvia e da forma como ambas têm progredido.

Qual tem sido a evolução da empresa ao longo destes 20 anos?
Desde que iniciámos a nossa atividade, em de S. Bartolomeu de Messines, temos vindo a investir, nomeadamente em instalações. Hoje estamos em Faro (sede), em S. Bartolomeu de Messines também já mudámos de instalações e contamos igualmente com uma loja em Tavira que em breve vai passar para um novo armazém que está a ser construído.
A nossa perspetiva é a de investir, ter espaço e condições de trabalho.

Além das instalações físicas pode apontar outros marcos mais evidentes deste período?
Não podemos dissociar os momentos mais marcantes da abertura dos novos espaços porque sempre tivemos por objetivo acompanhar a evolução da agricultura.

Se fizéssemos uma curva da atividade da empresa, seria ascendente?
Sem dúvida. Iniciámos a atividade com dois ou três milhões de euros de vendas e passados 20 anos faturamos cerca de 13,5 milhões. Se me perguntar se as margens são boas, tenho de responder que não, mas mesmo assim temos conseguido evoluir.

Podemos concluir que hoje a Messinagro é muito diferente…
Começámos com seis ou sete pessoas e hoje somos mais de 40. Tínhamos um técnico comercial, hoje são sete. São números que mostram que temos procurado evoluir. Apostamos na formação interna e sobretudo dos nossos técnicos comerciais.

Essas formações de alguma forma procuram encontrar respostas para os desafios que se colocam à agricultura dos dias de hoje?
Obviamente que os agricultores têm evoluído bastante e nós temos de os acompanhar porque hoje em dia a agricultura é muito mais técnica, a utilização dos fatores de produção tem de ser cada vez mais eficiente, e além disso o mercado dispõe de muito menos soluções para resolver os problemas.
Neste acompanhamento queremos ter sempre os produtos mais avançados para que desse modo possamos servir melhor os nossos clientes.

“Não queremos vender preço. Queremos que o cliente tenha à disposição produtos de qualidade e com os quais fique satisfeito”

A vossa equipa está preparada para responder às dúvidas dos agricultores?
Não é o foco mas os nossos técnicos comerciais tentam estar preparados para dar resposta a dúvidas que os agricultores possam levantar.

E quanto aos clientes, qual é o perfil?
O nosso cliente tem vindo a crescer em área, notando-se um decréscimo do número de agricultores com pequenas áreas que não consegue dar resposta às inúmeras exigências que são colocadas à atividade.

A vossa empresa tem a particularidade de trabalhar com um grande número de empresas, logo disponibilizando um leque muito variado de produtos. Essa foi uma estratégia definida logo de início?
Trabalhar com muitos fornecedores permite-nos o acesso a muitos produtos, o que é importante para dar resposta aos nossos muitos clientes tendo em conta que o Algarve tem uma agricultura muito variada. Tem algum revés porque nos obriga a trabalhar com mais stocks.

Quais são as áreas de negócio que resultam em mais faturação?
Vendemos uma gama relativamente vasta de produtos para a agricultura, com os adubos a representarem cerca de 45% do volume de negócios e os produtos fitofarmacêuticos entre 35% a 40%. Nos outros 20% inclui-se uma ampla série de produtos onde entram os substratos, produtos biológicos, turfas, insetos auxiliares (…), ou seja, todo o tipo de materiais necessários à agricultura. É nesta diversificação de oferta que temos vindo a crescer.

Nestes 20 anos de atividade da Messinagro, quais foram as principais mudanças que a agricultura sofreu, principalmente no Algarve?
Naquela altura, como agora, a principal cultura era a dos citrinos, com destaque também para a cultura protegida do tomate, que entretanto decresceu muito. Ultimamente tem havido outra vez incremento de estufas, mas de frutos vermelhos e são de registar igualmente as plantações de abacate. A vinha tem sido alvo de algumas intervenções e hoje no Algarve já há vinhos muito bem conceituados. Há uma outra componente que é importante para o nosso negócio referente aos campos de golfe e jardinagem.

Como é que a Messinagro se tem preparado para fazer face às necessidades dos produtores que estão a enveredar por essas novas culturas?
Vai acontecendo com naturalidade porque os nosso próprios fornecedores vão lançado soluções que vão ao encontro das necessidades dessas culturas.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 221 (dezembro 2018) 

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O artigo Carlos Inácio, sócio-gerente da Messinagro foi publicado originalmente em Voz do Campo

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