Capoulas Santos chamado ao Parlamento devido a demissão no Pinhal de Leiria

Capoulas Santos chamado ao Parlamento devido a demissão no Pinhal de Leiria

O CDS-PP entregou um pedido de audição urgente do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Regional, Capoulas Santos, e de Ricardo Vicente, antigo membro especialista do Observatório do Pinhal do Rei (OPR). Em causa no pedido dos deputados centristas, entregue na sexta-feira ao presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura e do Mar, estão os motivos da demissão de Vicente, o qual denunciou publicamente falta de empenho do Governo nos trabalhos de recuperação da Mata Nacional de Leiria, que ardeu praticamente por inteiro em outubro de 2017.

O requerimento apresentado pelos deputados Hélder Amaral, Ilda Novo e Patrícia Fonseca cita a carta de demissão de Ricardo Vicente, nomeadamente no que diz respeito à falta de reuniões do OPR desde dezembro de 2018, o que contraria o despacho ministerial que previa reuniões mensais.

O OPR foi criado para acompanhar os trabalhos de recuperação da Mata Nacional de Leiria, contribuir para o seu planeamento e proceder à divulgação regular dos trabalhos realizados, mas Ricardo Vicente critica o seu funcionamento. “Apesar de termos produzido um parecer muito relevante sobre o relatório da comissão científica (documento de extrema importância), considero que o Observatório não está a responder às suas principais responsabilidades”, escreveu, apontando problemas na coordenação e de falta de “vontade política” do Instituto Nacional de Conservação da Floresta.

Segundo Ricardo Vicente, “nem nos 10% que não arderam o Estado conseguiu garantir, através do Ministério da Agricultura, uma intervenção decente”. Além de que “na zona do pinhal que ardeu há uma progressão das plantas invasoras que dentro de alguns anos estarão prontas a arder num novo ciclo de fogo”.

”O CDS-PP considera que este é um assunto de extrema gravidade e, face a estas revelações, entende ser urgente e imprescindível obter todos os esclarecimentos”, lê-se no requerimento.

O artigo foi publicado originalmente em O Jornal Económico.

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