Açores podem ser a primeira “Smart Island”

Açores podem ser a primeira “Smart Island”

[Fonte: Jornal económico]

Com o Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel (Nonagon) como palco, a operadora mostrou a futuros parceiros porque escolheu a Região Autónoma dos Açores (RAA) como o exemplo de como as tecnologias de ponta “permitem acelerar o desenvolvimento do país a uma só velocidade, reduzindo eventuais efeitos de insularidade e/ou de interioridade, e promover um mercado único local coeso”.

Quanto às soluções apresentadas estas visam, essencialmente, permitir às organizações públicas e privadas açorianas otimizar a gestão de recursos, obter um maior controlo de custos, reduzir consumos, criar práticas empresariais e operacionais mais eficientes e desenvolver novos modelos de negócio que irão redesenhar a cadeia de valor, com claros benefícios para os cidadãos e para o crescimento económico do arquipélago.

Segundo esclarece Mário Peres, IoT Development Manager do Grupo Vodafone, o principal foco é contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, razão que leva a empresa que já trabalha nesta área desde 2008, a intensificar a sua atuação, numa dinâmica de colaboração que junta autarquias, universidades, enquanto polos de investigação e de inovação, e a indústria. Segundo explicou Mário Peres ao Jornal Económico, estamos diante de uma mais-valia incontornável que há muito as empresas e os municípios procuram, sendo que muitos já fizeram opções e avançaram com soluções de sucesso em matéria de gestão da informação em tempo real que alavancam os seus planos de desenvolvimento.

Apenas a pensar nas vacas açorianas

Em formato “taylor made”, atendendo especificamente às necessidades dos agricultores açorianos, a Vodafone apresentou a “Moocall” – uma solução que monitoriza o período de gestação das vacas, permitindo prever com elevado grau de precisão o momento em que os animais darão à luz, permitindo salvar a vida de bezerros e melhorar a rentabilidade das pastagens. A solução surgiu da iniciativa de um agricultor irlandês que, em 2010, perdeu dois animais devido a um parto difícil. Durante vários meses, Niall Austin trabalhou, juntamente com os outros fundadores da Moocall, no desenvolvimento de uma solução que permitisse acompanhar e interpretar os padrões de movimento da cauda da vaca para conseguir prever o início do parto.

A solução materializa-se na utilização de um sensor não-invasivo colocado na cauda da vaca. Este dispositivo recolhe, em tempo real, informação sobre os movimentos da cauda do animal, desencadeados por contrações durante o trabalho de parto. Quando esses movimentos atingem um determinado nível de intensidade, cerca de uma hora antes do parto, é enviado um alerta diretamente para o telemóvel do produtor. Para assegurar a conectividade do dispositivo, garantindo a transmissão de dados em tempo real, a Vodafone trabalhou em estreita colaboração com os fundadores da Moocall para disponibilizar uma solução fiável e exportável para qualquer zona do mundo.

Ainda sobre as soluções, foram ainda reveladas a “Smart Buildings”: gestão centralizada de edifícios, através de sensores de monitorização de energia, temperatura, pressão, humidade e presença humana, entre outros; “Smart Lights”: monitorização em tempo-real de energia e circuitos elétricos, bem como gestão da eficiência energética; “Lights On, Lights Off”: monitoriza, controla e otimiza a iluminação pública, através do acesso a uma plataforma que supervisiona os consumos energéticos em tempo real; “Smart Waste: controlo remoto e em tempo real dos resíduos urbanos, otimizando as rotas de recolha e recursos, através de sensores ultra-sons, infravermelhos e de temperatura; “Smart Water: administração remota e em tempo-real de sistemas de rega e de abastecimento de água, através de sensores de temperatura; “Smart Counting”: contagem de pessoas nas mais diversas situações; “Gestão de Frotas”: remota e em tempo-real de todas as componentes do parqueamento automóvel, desde a procura de lugar à fiscalização das infrações; “Ready Check Go”: transforma o tablet numa ferramenta de trabalho, permitindo recolher informação em tempo real, com disponibilidade imediata para análise e tomadas de decisão; e “Prodsmart”: gestão e monitorização em tempo real de linhas de produção e manufatura.

Comente este artigo

O artigo Açores podem ser a primeira “Smart Island” foi publicado originalmente em Jornal económico

Anterior Agro-agri. Au-delà du CETA, panorama du commerce avec le Canada
Próximo Nuevas directrices sobre las autorizaciones de nuevas plantaciones de viñedo

Artigos relacionados

Últimas

Portimão: Zona de Caça Associativa do Moinho da Rocha vai ganhar nova sinalética

Imprimir
Por • 25 de Maio de 2017 – 16:40

A zona de caça associativa do Moinho da Rocha terá nova sinalética, após os incêndios de 2016 a terem destruído, e foi a própria Isilda Gomes, presidente da Câmara de Portimão, […]

Últimas

O que responderam ao primeiro-ministro a Protecção Civil, GNR e IPMA?

[Fonte: Rádio Renascença]

23 jun, 2017 Leiria 23:22
O primeiro ministro e o seu governo, e a assembleia da república deviam ter vergonha. E assumirem responsabilidades na falta de planeamento florestal, da falta de investimento e investigação no combate aos incêndios. […]

Últimas

Portugueses descobrem mecanismo usado pelo castanheiro para se defender da doença da tinta

[Fonte: Vida Rural]
A doença da tinta do castanheiro, causada pelo fungo Phytophthora cinnamomi, é considerada uma das mais prejudiciais para esta cultura, podendo levar à morte da planta. Foi precisamente para resolver este problema que uma equipa de investigadores do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, […]