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Conselho de Ministros da Agricultura da União EuropeiaLuxemburgo, 14 e 15 de Outubro de 2002 Intervenção do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas de Portugal, Armando Sevinate Pinto
Ponto 5 (da Agenda do Conselho): Para estruturar o debate, a Presidência dinamarquesa distribuiu um questionário, que se transcreve acompanhado das posições assumidas pelo Ministro da Agricultura relativamente aos pontos levantados. 1. GeneralidadesAfectação dos recursos provenientes da modulação: concorda com os critérios propostos? Acolhemos favoravelmente a proposta de reforço do desenvolvimento rural e os critérios de repartição propostos, que consideramos uma boa base de trabalho. Pensamos, no entanto, que esta proposta:
Quero, concretamente, referir-me à discriminação que a proposta da Comissão comporta para as regiões de Objectivo 1, devido às regras em vigor sobre a utilização dos fundos. Como todos sabemos, nas regiões de Objectivo 1, a maior parte das medidas de desenvolvimento rural são financiados pelo FEOGA Orientação e não pelo FEOGA Garantia e, de acordo com as propostas da Comissão, estas medidas não podem beneficiar do reforço do 2º pilar. Este tratamento discriminatório das regiões mais desfavorecidas e com maiores necessidades de apoio estrutural é para nós completamente inaceitável. Deve ser resolvido na presente revisão intercalar e não pode ser adiado para depois de 2006. Nesse sentido, deveria ser equacionada, por exemplo, a possibilidade de transferência de determinadas medidas do FEOGA Orientação para o FEOGA Garantia para além de deverem ser consideradas novas eligibilidades no Desenvolvimento Rural, tais como as já sugeridas pela Delegação Portuguesa no respectivo Grupo de Trabalho. A experiência já demonstrou as dificuldades na execução dos programas de Desenvolvimento Rural associadas às regras da Agenda 2000 sobre elegibilidade, programação, gestão e controlo. 2. Propostas da ComissãoHaverá necessidade de um novo esquema obrigatório em apoio da qualidade e da promoção? Portugal pensa que são necessários apoios para incentivar a produção de produtos de qualidade e para a respectiva promoção. Os produtos de qualidade objecto desses apoios deverão estar abrangidos por sistemas de garantia de qualidade e de certificação reconhecidos pela União Europeia no âmbito das indicações geográficas, denominações de origem ou agricultura biológica. Cumprimento de normas: só as novas directivas / regulamentos / normas serão elegíveis para apoio? Existem regiões na União Europeia com dificuldades especiais para a adaptação às normas existentes. Para essas regiões, deveria ser previsto um apoio temporário e degressivo destinado a acelerar a adaptação às normas existentes obrigatórias e não apenas às novas normas. A não existirem estes apoios corre-se o risco de agravar a situação ambiental nessas regiões com graves inconvenientes para o mundo rural. Tipo de apoio ao bem estar animal ao abrigo do esquema agro-ambiental: a proposta da Comissão é satisfatória? A proposta da Comissão vai no bom sentido. 3. Auditoria das ExploraçõesConcordam os Estados membros com a proposta de introdução de novos instrumentos de auditoria para apoiar e / ou aconselhar os agricultores, entre outros aspectos, sobre o cumprimento da eco-condicionalidade? Pode aceitar que a auditoria às explorações contenha um elemento de controlo? A introdução de auditorias agrícolas deve ser progressiva e na base da adesão voluntária dos agricultores durante um período de transição, acompanhando uma introdução, também progressiva, da eco-condicionalidade. Esta introdução progressiva das auditorias, numa base voluntária, terá um efeito pedagógico positivo e preparará a sua generalização. As auditorias agrícolas devem ter a confiança do agricultor que as solicita. Devem, portanto, ser completamente independentes de sistemas de controlo. 4. Frutos de Casca RijaO relatório da Comissão conclui que o sector dos frutos de casca rija não é competitivo mas desempenha um papel multifuncional. Concorda com a proposta de introdução de um novo instrumento de apoio ao sector? A delegação portuguesa concorda com a orientação proposta pela Comissão para esta medida, que reconhece o papel multifuncional da actividade. Neste sentido, consideramos que a castanha está dentro do espírito da nova orientação, devendo também ser abrangida. O esquema de funcionamento proposto, em que se prevê uma ajuda nacional que pode ser superior à ajuda comunitária, coloca-me as maiores reservas, não só por se tratar de uma forma de nacionalização da PAC, mas também pela distorção de concorrência que pode introduzir. 5. ArrozA iniciativa "Tudo menos Armas" torna inevitável a reforma do sector do arroz. Os Estados membros concordam com a economia geral da proposta da Comissão? Face à situação em perspectiva, de abertura do mercado europeu à produção de países terceiros, concordo com a abordagem geral da Comissão. No entanto, não posso deixar de referir a minha preocupação face ao nível de compensação proposto, bem como à redução prevista na superfície máxima garantida (SMG). 6. LeiteSerá necessário introduzir mais reduções de preços e ajustamentos de quotas no sector? Será pertinente introduzir uma redução de preços assimétrica (manteiga/leite em pó desnatado)? Deverá antecipar-se a redução de preços de 2005? A situação e perspectivas de mercado apresentadas pela Comissão reflectem uma situação equilibrada, sem sinais de tensão até 2009, para o sector do leite. As decisões tomadas no âmbito da Agenda 2000 mantêm-se actuais face à situação em perspectiva, pelo que tudo me leva a concluir pelas vantagens da Opção 1 as comunicação da Comissão. Fonte: Portal do Governo |
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