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Plataforma
Transgénicos Fora

Legislativas:
Plataforma Transgénicos Fora analisa programas e campanhas
eleitorais
Omissão dos
partidos a tema social controverso constitui risco para a democracia
A
Plataforma analisou o programa eleitoral e acompanhou a campanha dos
partidos com assento parlamentar. Lamentavelmente, a maioria dos
partidos omite a sua posição aos eleitores, naquele que é um tema
cada vez mais discutido na Europa e no Mundo e que afecta todos os
cidadãos, desde os produtores agrícolas até aos consumidores.
Apenas
o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV)
referem a sua posição nos programas eleitorais. PCP, PS, PSD e
CDSPP parecem tentar evitar entrar no polémico debate sobre a
utilização ou recusa de organismos geneticamente modificados (OGM).
O
Bloco de Esquerda defende a aplicação de uma “MORATÓRIA SOBRE
CULTURAS TRANSGÉNICAS” com vista a prevenir a contaminação. Já
oito países europeus aplicaram moratórias ao cultivo comercial de
transgénicos, tais como a França, Alemanha ou a Grécia. No seu
“Manifesto Verde”, o PEV refere a sua oposição “ao cultivo
de Organismos Geneticamente Modificados e a utilização de
transgénicos na alimentação animal ou humana”.
A
campanha eleitoral também pouco ou nada contribuiu para debater os
OGM. A Plataforma apenas identificou dois momentos em que os
transgénicos foram mencionados e sempre fora de um contexto
informativo: uma menção de Paulo Portas no debate com Francisco
Louçã e outra por Ricardo Araújo Pereira em entrevista a
Francisco Louçã. Lamentavelmente, o dirigente do BE optou por não
desenvolver o tema, perdendose a oportunidade de enriquecer o
paupérrimo debate político sobre agricultura e direitos dos
consumidores.
A
Plataforma insta os partidos que não expressaram as suas posições
a manifestarem se são a favor ou contra os transgénicos. A
ausência de posição numa área onde se movimentam poderosos
grupos económicos e onde a sociedade civil se divide, constitui um
sério risco para as instituições democráticas do país, que se
tornam assim vulneráveis às teias de interesses e corrupção.
Em
nome da democracia, apelamos aos nossos dirigentes políticos que
dêem ao longo da legislatura a atenção e seriedade que a questão
da aceitação ou recusa do cultivo e consumo de transgénicos
merece.
2009/09/24 |