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Dossier
A Escola Superior Agrária de Beja e o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva
Tendo em consideração a evolução do Mercado de Trabalho, para técnicos com formação agrícola, no qual o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva terá, certamente, grande impacto a Escola Superior Agrária de Beja tem vindo desde há alguns anos a alargar o elenco de cursos disponibilizados e a adaptar os curricula dos cursos que ministra a esta nova realidade. São actualmente ministrados nesta Instituição de Ensino Superior Politécnico os seguintes cursos : Engenharia Agropecuária: Ramo
de Produção Animal; e Engenharia Agroflorestal: Ramo de Desenvolvimento Rural Engenharia Alimentar Engenharia do Ambiente: Ramo Engenharia Sanitária Engenharia dos Sistemas Agrícolas e Ambientais: Ramo
Agricultura Industrial Os cursos ministrados (Licenciaturas bietápicas) visam a obtenção de um primeiro grau atingido ao fim de três anos de escolaridade, o de Bacharel e posteriormente, após mais dois anos de estudos, o de Licenciatura. Pretende-se através destes cursos a obtenção de sólidos conhecimentos de base e de conhecimentos específicos, das áreas científicas abordadas ao longo do processo de formação, que garantam uma fácil e rápida adaptação às condições que serão encontradas, aquando do primeiro contacto com o mercado de trabalho, dos diplomados por esta Instituição. Relativamente à reconversão dos sistemas produtivos motivada pelo aumento da área de regadio que o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva introduz no Alentejo destacamos a formação ministrada nos Cursos de Engenharia Agropecuária - Ramo Regadio, o de Engenharia Alimentar e o de Engenharia dos Sistemas Agrícolas e Ambientais - Ramo Agricultura Industrial. Os curricula destes cursos foram desenvolvidos com o objectivo de obter perfis de formação adaptados ao aumento da importância da área regada sem se descurar a necessidade de assegurar a sustentabilidade dos sistemas produtivos. O aumento do volume de produtos produzidos pela agricultura em regadio acarretará igualmente a necessidade de os transformar industrialmente pelo que a procura de técnicos habilitados na área da Engenharia Alimentar será aumentada. O aumento da área regada conduzirá certamente a uma intensificação da produção agrícola que necessitará de técnicos capazes de contribuírem para o planeamento e acompanhamento das actividades desenvolvidas e para a resolução dos problemas concretos com que os agricultores serão confrontados nomeadamente no âmbito da comercialização. Não podemos no entanto esquecer que o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva terá implicações na região para além do limite definido pela área a irrigar, tornando-se essencial assegurar formações superiores em Ciências Agrárias para toda a área envolvente numa óptica de sustentabilidade dos sistemas e de aproveitamento de outras valias da região de entre as quais destacamos a produção de produtos regionais tipificados, o património e o turismo. Estas razões estão na base do interesse dos restantes cursos ministrados nesta Instituição.
No que se refere a acções de Investigação, Experimentação e Demonstração, tão necessárias ao conveniente aproveitamento do recurso escasso que é a água, foram já completados ou encontram-se em curso diversos Projectos de Investigação, Experimentação e Demonstração. Estes projectos têm sido realizados em parceria com outras instituições e empresas sediadas no Alentejo (Cooperativa de Fruticultores do Alentejo, Direcção Regional de Agricultura do Alentejo, Silton - Comercialização de Tomate em Natureza, CRL, Universidade de Évora, etc) ou fora dele (Instituto Nacional de Investigação Agrária - Estação Agronómica Nacional e Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade, Instituto Superior de Agronomia, etc) através dos quais se pretende contribuir para a recolha e divulgação da informação necessária à agricultura de regadio. Os trabalhos desenvolvidos pretendem contribuir para o desenvolvimento dos conhecimentos existentes sobre as técnicas de rega e drenagem, técnicas culturais e culturas regadas. Como principal fonte de financiamento dos projectos inicialmente lançados citamos os Programas PRAXIS XXI e PEDIZA I que permitiram iniciar os trabalhos e actualmente os Programas AGRO e PEDIZA II que constituem a base de sustentação dos projectos actualmente desenvolvidos. Salientamos ainda a oportunidade que se encontra actualmente criada em torno do Programa INTERREG cujas candidaturas se iniciarão em breve. Como informação apresentamos seguidamente a lista de projectos já aprovados pelo Programa AGRO ao abrigo da Medida 8.1 - Desenvolvimento Experimental e Demonstração em que a Escola Superior Agrária de Beja se encontra envolvida e dos parceiros que se encontram envolvidos.
A coordenação destes quatro projectos é assegurada por docentes da Escola Superior Agrária de Beja. Esta Instituição encontra-se ainda envolvida em mais três projectos financiados pelo Programa AGRO em que a coordenação é de outras instituições intitulados
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