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 -  10-05-2013

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Destildouro está a preparar-se para receber subprodutos vínicos do Douro

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A empresa Destildouro, que substitui a insolvente Subvidouro, está a retomar a actividade após dois anos, preparando-se para receber os subprodutos vínicos e ajudar a regular o mercado das aguardentes, disse fonte ligada ao processo.

A Subvidouro, empresa de aproveitamento de subprodutos vínicos, como borras e bagaços, e destilação de vinhos para aguardentes, com sede em Folgosa do Douro, Armamar, entrou em processo de insolvência em Setembro de 2011.

Dois anos depois, o Tribunal de Armamar proferiu o despacho judicial de encerramento do processo após o fim do procedimento de recuperação da empresa, que passou pelo saneamento patrimonial garantido pela entidade comercial a Destildouro -- Destilações do Douro.

É esta a empresa que, a partir de agora, gere a actividade industrial relacionada os subprodutos vínicos.

Miguel Anaya, presidente da mesa da assembleia geral da Pardouro (Sociedade Gestora de Participações Sociais), que compõe a Destildouro conjuntamente com quatro adegas cooperativas, disse à agência Lusa que a unidade está a receber obras de reparação, novos equipamentos e está a contratar pessoal.

Segundo explicou, algum dos funcionários que foram despedidos aquando da insolvência vão ser recontratados agora.

Miguel Anaya classificou esta unidade como "essencial para o Douro" e para a "preservação da genuinidade do vinho do Porto".

Até porque esta é a única entidade licenciada para produzir aguardente vínica na Região Demarcada do Douro e em todo o norte. A aguardente vínica é um ingrediente indispensável para a elaboração de vinho do Porto.

Depois há ainda a questão ambiental. Os pequenos e médios viticultores durienses estão obrigados a entregar as "sobras" das vindimas para tratamento.

"Com esta nova unidade espera-se que as pessoas do norte, até em função dos menores custos de deslocação, venham colocar os seus subprodutos aqui e que consumam o produto final", frisou.

Em função disso espera-se ainda "conseguir uma maior regulação do sector e uma descida dos preços".

"Queremos que facilite o circuito comercial e o torne mais acessível a todos, com óbvio reflexo no preço do produto final", afirmou Miguel Anaya.

Nas últimas vindimas verificou-se um grande aumento do preço da aguardente e maiores dificuldades em aceder a este produto.

A Subvidouro foi criada nos anos 80 sob o patrocínio da Casa do Douro. Em 2005, o Tribunal de Armamar decretou o processo de insolvência, mas a empresa entregou, na altura, uma contestação que incluía um parecer estratégico para a recuperação das dívidas.

Foi ainda estabelecida uma parceria com a única concorrente da empresa a nível nacional, a Sociedade Lusitana de Destilaria, a qual viria a apresentar a insolvência da empresa outra vez em 2011.

A favor da manutenção desta unidade industrial estão as autarquias do Douro, porque defendem que a aguardente vínica necessária para fazer o vinho do Porto seja produzida através dos excedentes de vinho da região.

Nas contas dos autarcas, as importações de aguardente representam anualmente cerca de 30 a 40 milhões de euros.

Fonte:  Lusa


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