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 -  24-01-2012

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Oeste: Produtores de pêra rocha reclamam apoios à erradicação da doença que obriga ao arranque das árvores

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A contaminação de pomares por fogo bacteriano poderá gerar “prejuízos incalculáveis” na fileira da pêra rocha do Oeste, alertam os produtores que hoje vão sensibilizar deputados socialistas para a necessidade de apoios à erradicação da doença.

A sensibilização vai ser feita durante uma visita de deputados socialistas a pomares da região de Alcobaça, Cadaval e Torres Vedras, com o objectivo de “alertar para as consequências que esta situação poderá ter na economia regional se não houver um controlo da doença que, só em Alcobaça já afectou entre 300 a 350 hectares de pomar”, disse à Lusa Maria do Carmo Martins, secretária geral do Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN).

Os deputados do Partido Socialista na Comissão Parlamentar de Agricultura irão visitar explorações já afectadas pela doença e reunir-se com responsáveis pelo sector que pretendem “alertar para os comportamentos a adoptar” perante a bactéria que “obriga ao arranque da árvore e impossibilita nova plantação durante dois anos”, explica a mesma responsável.

Os produtores pretendem reforçar “a necessidade de serem criados apoios ao arranque das árvores” já que, acrescenta Maria do Carmo Martins, “como não há incentivos algumas pessoas, sobretudo pequenos produtores, não fazem esse abate e, a doença continua a propagar-se”.

A região de Alcobaça é, para já, a mais afectada, mas, teme a responsável pelo COTHN, “sendo uma região de pomares em contínuo, há o risco de pôr em causa toda a fileira da pêra rocha” o que, “teria um impacto económico muito elevado” para o país que é o quinto maior produtor deste fruto na Europa.

A pêra rocha, o fruto mais afectado pelo fogo bacteriano, ocupa 11 hectares de pomar na zona entre Alcobaça e Torres Vedras.

A região produz anualmente cerca de 200 mil toneladas de pêra rocha, das quais 90 mil são destinadas à exportação, representando um volume de negócios da ordem dos 150 a 200 milhões de euros por ano.

A doença conhecida como “Fogo Bacteriano” entrou na Europa na década de 60, sendo responsável pela destruição de pomares em vários países.

Em Portugal os primeiros casos apareceram em 2005 e, em 2010, a doença começou a afectar os pomares da região Oeste de Lisboa.

Fonte:  Lusa


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