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- 03-05-2010 |
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Ministro Agricultura defende «solidariedade europeia» na PAC
António Serrano falou à Lusa após a primeira reunião do grupo de peritos constituído para apoiar o governo na discussão da Político Agrícola Comum, para o período pós -2013, e salientou que "a PAC não deve correr riscos de ser renacionalizada". "Somos contra a tendência de alguns países que vai no sentido de cada Estado membro assumir uma co-responsabilização maior no financiamento da PAC. Se houver uma renacionalização, isso significa que cada Estado membro passa a suportar todos os custos da sua política agrícola, independentemente de ter condições mais desfavoráveis", justificou. O governante considerou que a PAC permitiu que países pobres e com condições agrícolas desfavoráveis para uma produção competitiva beneficiassem "da solidariedade europeia" e que essas condições devem manter para garantir "que os mais desfavorecidos também possam ter uma agricultura viável". António Serrano adiantou que só assim se permitirá que "o agricultor exerça um papel múltiplo que não passa só pela produção de alimentos, mas também pela preservação da paisagem e do ambiente". "Em contexto de restrição orçamental, os mais ricos podem-se sentir tentados a retirar apoio aos outros países e garantir que cada um trata das suas contas. No limite, seria cada país com a sua política agrícola", observou. O ministro é favorável às ajudas directas ao rendimento e á produção, porque o agricultor está sujeito à variabilidade dos preços e do clima, mas acrescentou que é preciso proteger também "o papel multifuncional do agricultor que permite também manter uma componente de emprego". O grupo de peritos que hoje esteve reunido com António Serrano foi constituído por despacho ministerial em Abril e tem como missão "participar na identificação dos principais desafios e opções nacionais em relação ao futuro da PAC pós -2013, apoiando o Ministério na dinamização e orientação do debate público e na melhor fundamentação das suas decisões políticas". O grupo integra treze personalidades, entre as quais o especialista em economia agrária, Francisco Avillez (coordenador), o ex-ministro Arlindo Cunha, o administrador do grupo Sousa Cunhal, Alfredo Cunhal, os engenheiros agrónomos Fernando Oliveira Baptista e José Manuel Lima Santos, o presidente da ANPROMIS, Luís Vasconcellos e Sousa e a arquitecta paisagista Teresa Pinto Correia. Fonte: Lusa
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