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- 13-04-2010 |
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Futuro da Política Agrícola Comum
A percentagem do Orçamento Geral da União Europeia destinada à PAC diminuiu de 75% em 1985 para os actuais 40%. Apesar disso, o número de explorações agrícolas duplicou com a adesão de 12 Estados-Membros e o sector agrícola europeu confronta-se actualmente com os desafios decorrentes das alterações climáticas e da crise económica: como irá a União Europeia produzir, no futuro, mais alimentos com menos terrenos, menos água e menos energia? Revista em 2003, a Política Agrícola Comum foi sujeita a um "Exame de Saúde" em 2008. As atenções centram-se agora na segurança alimentar, tendo em consideração as estimativas que revelam que a procura de alimentos irá duplicar até 2050. Comissário europeu para a Agricultura: "É necessário um debate público" No dia 12 de Abril, os deputados ao Parlamento Europeu debateram o futuro da PAC com o comissário europeu Dacian Ciolos. "A Política Agrícola Comum pode contribuir para a Estratégia 2020 da União Europeia e é uma das políticas fundamentais da integração europeia. É necessária para o emprego, para um crescimento verde a para as alterações climáticas", afirmou o comissário europeu. "Existe uma verdadeira falha de comunicação com os cidadãos", acrescentou, referindo "um inquérito Eurobarómetro que revela que 99% dos cidadãos acreditam que a agricultura é vital para o futuro da Europa, mas que apenas um em cada três cidadãos ouviu falar de Política Agrícola Comum". Dacian Ciolos defendeu a necessidade de um debate público, tendo em vista garantir que os consumidores têm acesso a alimentos de elevada qualidade e que os preços praticados em relação aos produtos agrícolas e os rendimentos obtidos pelos agricultores são suficientes. "A agricultura é responsável por uma parte importante do património cultural. Colocar alimentos na mesa de 500 milhões de cidadãos é uma enorme responsabilidade, que deve ser entendida como uma prioridade", defendeu o eurodeputado alemão Albert Dess (Grupo do Partido Popular Europeu). "Devemos corresponder às expectativas dos nossos eleitores" afirmou o eurodeputado português Capoulas Santos, que relembrou a importância de "sermos capazes de dar respostas, de nos concentrarmos nas questões fundamentais e de simplificarmos". "Muitos agricultores desistem e é possível verificar isso em diversas zonas rurais europeias, nas quais as vilas perderam a sua razão de existir", lamentou o eurodeputado alemão Martins Häusling (Verdes/ALE). "As grandes explorações beneficiam muito mais da PAC do que as pequenas propriedades, apesar de a maioria dos empregos no sector agrícola serem criados pelas pequenas explorações", acrescentou. A PAC depois de 2013 No seu projecto de relatório, que a comissão parlamentar da Agricultura e Desenvolvimento Rural vai debater e votar no próximo mês de Junho, o eurodeputado britânico George Lyon (Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa) identifica cinco áreas fundamentais: segurança alimentar e comércio justo, agricultura na Europa, biodiversidade e protecção ambiental, sustentabilidade e crescimento verde. "As alterações climáticas irão acabar com a possibilidade de recurso a novos terrenos agrícolas para produção e causar escassez de água e secas que impedirão um acréscimo da produção", afirmou Lyon. No futuro, a agricultura mundial terá de produzir mais alimentos com menos terrenos, menos água e menos energia. "Os agricultores europeus e a Política Agrícola Comum têm de conseguir dar resposta aos desafios do séc. XXI e fazem parte da solução, não do problema", acrescentou o eurodeputado britânico. Fonte: PE
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