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 -  09-11-2009

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Azeite: Colheita de azeitona apenas cai em Trás-os-Montes relativamente a 2008

Das três principais regiões produtoras de azeite de Portugal, apenas Trás-os-Montes prevê uma quebra na produção relativamente a 2008.

No Alentejo estima-se um aumento de produção de 20 por cento na campanha deste ano, enquanto que na Beira Interior promete ser a melhor colheita dos últimos anos.

O crescimento no Alentejo deve-se, segundo Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, “a um ano com bastante quantidade” e à “gradual entrada em produção dos novos olivais”. As previsões para cerca de 165 mil hectares de olival apontam para “80 a 100 milhões de quilos” de azeitona e “entre 12 a 15 milhões de quilos de azeite”, cuja qualidade “será boa porque o ano não foi problemático”, disse.

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, com 1200 olivicultores, segundo o seu gerente, Manuel Fialho, prevê receber mais cinco milhões de quilos de azeitona, para atingir os “30 milhões de quilos”, correspondentes a perto “de seis milhões de quilos de azeite”. “No ano passado estávamos nos limites da nossa capacidade e, apesar da crise, fomos obrigados a investir para a duplicar”, afirmou.

Na Beira Interior, a campanha da azeitona promete ser das melhores dos últimos anos, disse João Pereira, presidente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI) - distrito de Guarda, Castelo Branco e concelho de Mação.

“O ano agrícola foi favorável”, destacou. A produção média de azeite na região oscila entre as quatro a cinco mil toneladas por ano, “mas desta vez pode chegar às seis mil” - sendo que os preços ao produtor mantêm-se entre “os 35 a 45 cêntimos por quilo de azeitona”.

A APABI vai criar em 2010 uma unidade central de comercialização e embalamento de azeite, que vai arrancar com cinco a seis unidades produtoras da região. “Queremos alcançar mais mercados e assim ter um efeito a montante, na produção olivícola”, num projecto que se pretende expandir, “a todos quantos queiram aderir”.

Numa altura em que se começam a apanhar as primeiras azeitonas na região de Trás-os-Montes, os olivicultores prevêem uma diminuição da produção na ordem dos 30 por cento da produção global. “Prevemos uma razoável diminuição da produção, tudo porque foi um ano muito atípico, muito seco e se há zonas onde se consegue garantir alguma manutenção dos anos anteriores, em outras a seca provocou grandes reduções”, salientou o presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), António Branco.

As previsões da AOTAD apontam para uma produção na ordem dos 80 a 90 milhões de quilos de azeitona.

Espalhados por Trás-os-Montes estimam-se que existem cerca de 80 mil hectares de olival, onde é colhida cerca de 50 por cento da azeitona portuguesa e produzido um terço do azeite nacional.

Fonte:  Lusa


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