Consumo
duplicou nos últimos anos
Jornadas do Azeite confirmam melhorias significativas da produção
nacional
Decorreram
ontem de manhã as Primeiras Jornadas do Azeite, uma iniciativa inédita da
Gallo Worldwide, que reuniu na histórica Fábrica Victor Guedes, em
Abrantes, a maioria dos agentes do sector, assinalando o arranque da nova
campanha. Ao todo, estiveram presentes 120 participantes, entre produtores,
responsáveis por lagares, dirigentes cooperativos, técnicos especialistas
e académicos.
Tratou-se
da primeira vez em Portugal que os vários players deste negócio
estiveram reunidos para “cruzar experiências e conhecimentos, tendo em
vista mais qualidade e especialização na produção de azeite”. O
balanço destas jornadas correspondeu às expectativas. “Nos últimos
anos, em Portugal – e esta é uma opinião consensual entre os
participantes - deu-se um grande salto na produção, quer em termos
qualitativos como quantitativos”, adiantou Pedro Cruz, CEO da Gallo
Worldwide e, actualmente, também presidente da Casa do Azeite.
O
mercado do azeite nacional vale actualmente 150 milhões de euros, com 42
mil toneladas em volume (2008). Na última campanha a produção nacional
aumentou 42%, face ao período homólogo, e as exportações cresceram 19%
no mesmo período. Nos últimos cinco anos, as exportações nacionais mais
que duplicaram, tendo passado das 10 mil toneladas exportadas em 2003 para
as 25 mil toneladas em 2008. O azeite representa já 5% das exportações
no segmento dos produtos alimentares e bebidas.
Para
o cenário de crescimento consolidado desta agro-indústria contribui
decididamente o facto de estarem a ser “melhoradas as técnicas
agronómicas e de transformação do azeite, o que permite melhorarias na
consistência da qualidade apresentada. Portugal pode assim posicionar-se
de forma diferenciada nos mercados mundiais”, explicou Pedro Cruz.
“Agora,
a meta é continuar a melhorar a eficiência da produção para assegurar a
competitividade do nosso mercado”, concluiu.
Entre
outros temas, nestas Primeiras Jornadas do Azeite foram debatidos temas
como “as diferenças entre os vários tipos de olival e a sua influência
no processo de produção, bem como a qualidade na selecção dos azeites”.
Recorde-se que Portugal é o quarto maior produtor da União Europeia que
é, de resto, responsável por 75% da produção mundial. Relativamente ao
consumo interno, os hábitos dos portugueses registam também uma
evolução favorável ao consumo deste produto. No início dos anos 90, o
consumo nacional per capita andava pelos 3,3Kgs e actualmente é de 7kgs,
em média.
A
Gallo Worldwide é a marca nacional de azeite que detém maior quota de
mercado (30%) e também a marca alimentar portuguesa mais vendida no mundo.
|
| Apontadores
relacionados: |
|
Artigos |
|
|
|
Sítios |
|
|
|
|
|