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- 23-09-2009 |
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CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL CAP acusa ministro de falsificar quadro de execução de fundos comunitáriosO ministério da Agricultura emitiu hoje um esclarecimento relativo às perdas de fundos no ano de 2008, a propósito dos relatórios da Comissão Europeia e da OCDE. Neste comunicado, é apresentado um quadro de execução financeira do programa RURIS que foi manipulado, sendo-lhe retirado o ano de 2000, os valores das previsões e omitido o adiantamento, alterando assim significativamente as taxas de execução do programa. Através desta manipulação beneficiam-se claramente os anos de governação socialista, com claras intenções eleitoralistas, remetendo as responsabilidades para os períodos em que não estiveram no governo.
Fonte:
Quadro do relatório de execução final do programa RURIS
Quadro que consta na nota imprensa do MADRP, datada de 23 de Setembro:
Através da comparação dos dois quadros, é evidente a forma como os dados da execução financeira do RURIS foram grosseiramente adaptados, de modo a servir os interesses do partido do governo neste período de campanha eleitoral. Jaime Silva insiste em negar os factos apresentados nos relatórios da OCDE e da Comissão Europeia e, não conhecendo limites para a mentira, falsifica os dados oficiais fornecidos pelo seu próprio ministério à Comissão Europeia, na procura de uma justificação manifestamente impossível para a sua incompetência.
NOTA EXPLICATIVA SOBRE OS QUADROS:
Senão vejamos:
De
facto, em 2001, Portugal fez uma previsão (255,429 milhões de €) muito
superior ao montante inicialmente programado (189,653 milhões de €). Por
outro lado, nesse mesmo ano, em virtude da baixa atractividade que as novas
Medidas Agro-Ambientais possuíam para os agricultores, houve uma adesão
muito baixa a estas Medidas, o que se reflectiu numa reduzida taxa de
execução do programa nesse ano. Nestas circunstâncias, tendo Portugal atingido nesse ano uma taxa de execução de apenas 68% - bastante inferior aos necessários 75% - foi multado pela Comissão Europeia em cerca de 5 milhões de euros. O governo português iniciou assim a gestão deste programa da pior forma. Não só desperdiçou desde logo fundos comunitários por ter insistido em implementar um pacote de medidas completamente desajustado da realidade agrícola nacional, como obrigou ao pagamento de uma pesada multa pelo Estado português.
Ao não considerar-se esse montante como adiantamento, não se diminui o respectivo valor à Execução de 2006. Acontece que Portugal pôde contar com esse montante (24,503 milhões de euros), que acrescia aos montantes efectivamente executados anualmente, logo desde 2001, tendo-se procedido ao acerto das contas no final do programa, em 2006, tal como estipulava o Regulamento comunitário já referido. Ou seja, este montante que sempre esteve disponível para execução de pagamentos de 2001 a 2006, não pode, de maneira nenhuma, ser proclamado como um reforço no último ano de programação! De qualquer forma, não deixa de ser paradoxal que o actual MADRP, depois de ter negado o pagamento de milhares de candidaturas em 2005, queira reclamar para si o mérito da execução do Programa RURIS no ano de 2006, quando o universo das candidaturas pagas nesse ano foram aprovadas durante a vigência de anteriores governos.
CAP, 23 de Setembro de 2009
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