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- 21-08-2009 |
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CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL Ministro Jaime Silva nada preocupado com falência dos produtores de leiteA CAP considera que cumpriu integralmente a sua função ao ser eleita pelo Ministro Jaime Silva como principal opositora à sua actuação desde que este tomou posse como titular da pasta da Agricultura. Durante quatro anos, o Ministro nunca se preocupou nem com a falência dos agricultores, nem com o abandono das terras, nem com a boa aplicação dos fundos comunitários. Bem pelo contrário. Parece aceitar pacificamente que 30% de todos os produtores de leite nacionais estejam à beira da falência sem que nada faça e que a única medida que preconiza para o abandono da actividade agrícola seja o lançamento de um novo imposto que penalizará aqueles agricultores que não tendo condições para continuar a produzir, tiveram de encerrar a actividade. Esta pode ser considerada a medida agrícola mais emblemática deste ministro!!! A Confederação lamenta que um responsável político venha lançar suspeitas não fundamentadas sobre aquisição de jipes e apartamentos no Algarve com fundos comunitários para a Agricultura sem que nunca durante estes quatro anos tenha denunciado na Justiça nenhuma destas situações e seguindo a mesma linha que o levou a acabar com a electricidade verde invocando que esta servia apenas para encher piscinas particulares sem nunca ter provado a acusação. Ao contrário do que o ministro afirma, a Comissão Europeia veio dizer no seu relatório de Junho que a execução do Proder naquilo que diz respeito ao investimento nacional nestes três anos (2007 a 2009) é nula, não tendo sido apoiado qualquer novo investimento na agricultura portuguesa. Os únicos investimentos feitos, como o próprio ministro reconhece, são de compromissos transitados do quadro anterior e de investimento público no Alqueva. A CAP salienta que foi sempre contra o desligamento das ajudas à produção, ao contrário do ministro que as defendeu activamente quando estava na Representação Permanente em Bruxelas na altura em que a reforma foi negociada. A forma como o ministro se refere à reestruturação do Ministério da Agricultura equipara-a a um mero exercício de poupança de custos. Esta reestruturação acabou por sair muito cara ao País, que assim viu desmantelado um sistema que permitia aplicar ajudas comunitários ao investimento e controlar a PAC. Na sequência destes cortes, Portugal corre agora o risco de não conseguir antecipar o pagamento das ajudas directas autorizadas por Bruxelas em Outubro próximo, por a Comissão Europeia ter reconhecido a grave crise que os agricultores europeus estão a atravessar. A Confederação dos Agricultores de Portugal considera que o ministro da Agricultura não foi escolhido para fazer parte da lista de deputados do Partido Socialista porque o programa eleitoral agora divulgado contraria toda a politica agrícola seguida por Jaime Silva durante os últimos quatro anos que fez parte do Governo, demonstrando assim o incómodo que o Partido Socialista sente relativamente à política agrícola seguida por este ministro independente do Governo de José Sócrates. Lisboa, 21 de Agosto de 2009
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