SISAB
é oportunidade anti-crise para o sector agro-alimentar
Empresas portuguesas sobrevivem à crise com exportações
"Todas
as crises geram oportunidades. Vejo novas oportunidades para o sector
agro-alimentar com a actual crise nos mercados financeiros. O abrandamento
da economia europeia não provocou, até agora, uma diminuição das
exportações deste sector. Aliás, o crescimento das exportações do
sector agro-alimentar para os mercados extra-comunitários continua a bom
ritmo."
Esta
é a visão de Carlos Morais, administrador do SISAB, o maior salão
nacional de negócios para exportação, cuja 14ª edição decorre, de 9 a
11 de Fevereiro, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Numa
altura em que a crise nacional já pesa nos números das empresas
nacionais, o SISAB assume-se como um oportunidade de negócio, que reúne
os mercados tradicionais de destino de muitos produtos portugueses, mas
também outros que podem constituir-se como alternativas aos gigantes
europeus para a saída de produtos.
Com
o mercado interno fragilizado, as empresas portuguesas procuram retrabalhar
os mercados tradicionais, ao mesmo tempo que apostam em novos mercados e na
fileira da exportação.
Países
como Angola, Moçambique e Brasil, entre outros, vivem em contra-ciclo,
imunes à crise, e, por isso, continuam a ser boas apostas para os
exportadores portugueses. Paralelamente, as empresas nacionais aumentam
também as exportações para países extra-comunitários, desafiando novos
mercados e contrariando a dependência face aos clientes habituais.
Por
outro lado, mesmo em conjuntura de crise económico-financeira, os produtos
alimentares e as bebidas, protagonistas do SISAB, continuam a ser bens
essenciais.
A
edição deste ano do SISAB corresponde a um grande esforço de
diversificação de mercados. Face a 2007, a edição deste ano reflecte um
aumento de 22% de expositores portugueses, que vão mostrar os seus
produtos e marcas a mais de mil participantes e compradores internacionais
(um acréscimo de 20% em relação ao ano passado).
Índia,
Líbia e Marrocos visitam, pela primeira vez, Portugal e juntam-se a outros
países de elevado potencial económico e já presenças assíduas no SISAB,
como China, Japão, Índia, Estónia, Lituânia, México, Polónia,
Hungria, Eslováquia, Brasil, PALOP, Suécia, Noruega, Finlândia,
Inglaterra, Dinamarca, República Checa, Estados Unidos e Canadá, entre
outros.
No
que diz respeito às marcas nacionais, vão estar representados os
seguintes sectores: pescado, frutas e frescos, lacticínios, pecuária,
vinho, agro-alimentar, produtos biológicos, doçaria, bebidas, especiarias
e produtos dietéticos
Entre
as empresas portuguesas a apresentar os seus produtos/marcas encontram-se a
Delta, Primor, Nobre, Sagres, Super Bock, Sumol, Compal, Cerealis, Herdade
do Esporão, Sogrape, Imperial, Ferbar, Vimeiro, Lactogal, Cofaco, Azal -
Azeites do Alentejo, Bacalhoa, Carmim, Gelpeixe, Saloio, Vimeiro, Aveleda,
entre muitas outras.
Com
a particularidade de apresentar exclusivamente marcas portuguesas ao
universo internacional dos importadores do sector, o SISAB assume-se,
assim, como a maior montra de produtos nacionais para o mercado da
exportação.
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