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 -  31-10-2008

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Indústria de lacticínios discriminada
na Linha de Crédito PME Investe II

Fomos contactados recentemente por alguns associados no sentido de saber o porquê da exclusão das empresas do sector de lacticínios da Linha de Crédito de apoio às Pequenas e Médias Empresas (Linha de Crédito PME Investe II) instituída, com grande mediatização, pelo nosso Governo.

O SAFPRI - Sistema de Apoio ao Financiamento e Partilha de Risco de Inovação refere no seu articulado (mais concretamente no Artigo 8.º) que as entidades beneficiárias serão PME's (condição a confirmar pela Certificação Electrónica, emitida de acordo com o determinado pelo Decreto-Lei n.º 372/2007) e que, no caso da Indústria, serão abrangidas as empresas cujas actividades estiverem incluídas nas CAE 10 a 33, de acordo com a Classificação Portuguesa das Actividades Económicas (CAE), revista pelo Decreto-Lei n.º 381/2007.

Porém, existe uma Lista A (para outras regiões do Continente) e uma Lista B (para Lisboa) que inventaria as Actividades CAE Elegíveis e onde não consta a CAE 10510 [Indústrias do Leite e Derivados]. Uma leitura mais atenta a essa mesma Lista A parece permitir concluir que as denominadas "actividades de primeira transformação" foram excluídas, sem que exista, no entanto, em nenhum dos documentos a que tivemos acesso, qualquer justificação - técnica ou legal - para tal exclusão.

A justificação económica e política para a criação da primeira linha de crédito PME Investe (que, como é sabido e não obstante os seus 600 milhões de euros de plafond, esgotou apenas em dois dias), bem como desta Linha de Crédito PME Investe II, é dada pela necessidade de apoio directo às empresas de mais pequena dimensão, face ao desfavorável quadro económico que atravessamos.

Assim sendo e estando dela excluídas as empresas do sector do leite e lacticínios e, ao que sabemos, não existindo Linha de Crédito alternativa para estas empresas, bem como para outras, ditas de primeira transformação e tuteladas pelo Ministério da Agricultura, solicitamos informação URGENTE sob a forma como as nossas empresas poderão aceder a crédito bancário bonificado, em condições equiparadas (o que nos parece da mais elementar justiça) às das restantes empresas do sector industrial.

Passado um período de tempo considerado razoável para a recepção da referida resposta, do Ministério da Agricultura que nos tutela, bem como das restantes entidades envolvidas neste Sistema de Apoio, não recebemos ainda qualquer informação concreta, quer sobre os motivos desta exclusão, quer sobre a forma de este problema ser ultrapassado, aumentando o sentimento de discriminação sobre o nosso sector de actividade, o qual se vem agravando nos últimos meses.

É, pois, este o sentimento que se vive no seio da indústria de lacticínios nacional e é este o sentimento que gostaríamos que fosse dado a conhecer à opinião pública, através da divulgação da presente NOTA DE IMPRENSA, informando ainda que está a ANIL na disposição de não deixar calar este protesto e recorrer às diversas instâncias no sentido de ser corrigida, em tempo útil, mais esta injustiça cometida sobre o nosso sector de actividade.

Porto, 31 de Outubro de 2008

A Direcção da ANIL


Apontadores relacionados:

Sítios

Fonte:  ANIL

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