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- 09-10-2007 |
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FAO: Difusão da Língua Azul confirma que doenças animais se estão a espalhar-se pelo mundo
“Nenhum país está livre das doenças animais" segundo Joseph Domenech, chefe dos serviços veterinários da FAO. “As doenças animais que anteriormente estavam confinadas aos países tropicais, espalham-se agora por todo o mundo. Elas não poupam as zonas temperadas como a Europa, os Estados-Unidos e a Austrália.” A globalização, as deslocações de pessoas e de mercadorias, o turismo, a urbanização e, também, as alterações climáticas favorecem a propagação dos vírus animais à escala planetária. “A mobilidade crescente dos vírus e dos seus vectores é uma nova ameaça que os países e a comunidade internacional devem ter em consideração. A despistagem precoce dos vírus bem como medidas de detecção e de luta são necessárias para uma protecção eficaz”, referiu o Sr. Domenech. Como exemplo, A FAO lembra que a doença da Língua Azul foi inicialmente descoberta na África do Sul, chegou no final da década de 1990 ao Mediterrâneo e actualmente afecta vários países europeus, incluindo Portugal. O responsável explicou que estas doenças se encontram "a ganhar terreno" e que a crescente mobilidade dos vírus e dos seus hospedeiros supõem "uma nova ameaça que os países e a comunidade internacional deveriam levar a sério". "A detecção precoce dos vírus, aliada a medidas de monitorização e controlo, são medidas defensivas necessárias", frisou o responsável. Joseph Domenech sublinhou que a adopção dessas medidas requerem um "forte apoio político e financiamento para melhorar a saúde animal e os serviços veterinários", lamentando que "muitos países ainda não estejam preparados para enfrentar esta nova ameaça". Além do vírus da Língua Azul, a FAO lembrou que outros agentes portadores de doenças humanas e animais - que antes se encontravam confinadas a regiões tropicais -, tais como o vírus da malária ou Leishmaniose, se têm vindo a propagar internacionalmente. Segundo a organização, os mosquitos que transmitem as principais patologias que afectam os humanos, como a febre-amarela ou o dengue, já chegaram aos países europeus e podem "tornar-se num problema de saúde pública".
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