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 -  12-04-2007

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Biocombustíveis poderão acabar com excedentes de milho da Hungria

O último número do boletim informativo "Blé Contact", da associação dos produtores de cereais franceses (AGPB), relativiza as projecções pessimistas da Comissão europeia relativamente aos stocks de intervenção de milho na Europa de Leste, recordando que existem na Hungria planos ambiciosos para a produção de bioetanol, que poderiam acabar rapidamente com os excedentes, sem necessidade de suprimir o mecanismo de intervenção, como propôs a Comissão.

Actualmente a quase totalidade dos excedentes de cereais da UE são de milho produzido na Hungria, acumulados nas campanhas passadas. Apesar da actual alta de preços, o milho húngaro tem dificuldade em ser escoado para os países deficitários devido aos custos e dificuldades do transporte marítimo a partir da Hungria, que utiliza barcaças pelo Danúbio e embarques na Bulgária.

Actualmente existe na Hungria uma fábrica de bioetanol produzido a partir de milho, pertencente à britânica Tate&Lyle à austríaca Agrana, que produziu em 2006, 40.000 t de bioetanol. No entanto existem 12 projectos de novas fábricas, que a concretizarem-se, supõem uma produção de 1,4 milhões de toneladas de bioetanol em 2009, das quais 1 milhão procedente de milho, o que equivaleria a um consumo de 3,4 milhões de toneladas de milho por ano, uma quantidade mais que suficiente para não poder pensar-se em excedentes de milho húngaro.


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Fonte:  Agrodigital e AGPB

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