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- 12-12-2006 |
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Bem-estar Animal: Coelhos criados pelo pêlo e mortos sem atordoamento
Em comunicado, esta associação que defende os direitos dos animais revela que, no final de Outubro, investigadores entraram disfarçados "no mundo da produção e comércio de pêlo de coelho em Portugal". Pela primeira vez, afirmam, estes investigadores da Animal conseguiram "ter acesso a locais e a informações até aqui escondidos" e falaram com "agentes-chave desta indústria, usando câmaras ocultas para captarem em vídeo provas da violência a que as verdadeiras +vítimas da moda+ neste Inverno são sujeitas". "Coelhos aterrorizados mantidos em jaulas miseráveis são mortos com apenas seis semanas idade, ou com entre três a cinco meses, se criados apenas pelo seu pêlo", segundo os investigadores da Animal. A associação destaca a "elevadíssima mortalidade de coelhos que morrem devido às condições extremamente pobres em que são criados e tratados" e denuncia "os agressivos e indignos métodos de inseminação artificial" e "o maneio violento no carregamento dos animais e a sua morte sem sequer haver atordoamento eficaz, com os coelhos ainda conscientes depois de terem sido degolados, sendo o seu pêlo imediatamente separado dos seus corpos". Estas situações constam de um vídeo que a Animal está a divulgar publicamente. Segundo alguns "agentes-chave envolvidos na produção de pêlo de coelho em Portugal" terão dito aos investigadores da Animal, os coelhos "são criados e mortos em Portugal, sendo depois enviados para Espanha, de onde é mais barato exportá-los para a China". "Aí, as peles são tratadas a muito baixo custo, sendo depois exportadas de volta para a União Europeia, tanto para fornecer o mercado português de pêlo de coelho - que é, de longe, o tipo de pêlo mais usado em Portugal e na Europa -, quanto o mercado de pêlo de países como Itália, França, Alemanha e Reino Unido", lê-se no comunicado da Animal. A investigação apurou ainda que "espécies especiais de coelhos (como os coelhos Chinchila Rex) são criados em Portugal para serem vendidos apenas pelo seu pêlo, que é muitas vezes vendido como se fosse pêlo de Chinchila, dada a for te semelhança entre o pêlo destes animais". O presidente da Animal, Miguel Moutinho, ressalva que esta investigação revela "o sofrimento extremo a que os coelhos são expostos para serem transformados em peças de vestuário de mau gosto ou em acessórios de moda de um luxo sanguinário, para alimentarem a oferta de estilistas e cadeias retalhistas sem ética ". A investigação "clarifica" que "o pêlo de coelho não é um produto derivado da produção de carne de coelho, uma vez que a procura pública pelo pêlo de coelho é completamente independente da procura pela carne destes animais, sendo muito grande em Portugal e em toda a Europa - e em todo o mundo -, especialmente tendo em conta o desastrosamente forte regresso recente do pêlo, que infelizmente voltou a estar na moda", afirma Miguel Moutinho. A Animal defende uma "futura proibição em Portugal da captura e/ou criação e morte de animais apenas para extracção do seu pêlo".
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