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 -  21-08-2005

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Algarve / Seca: Populações vão usar água de barragens para agricultura

Faro, 21 Ago
A Direcção-Regional de Agricultura do Algarve (DRAAlg) assegurou hoje que as populações têm prioridade no uso de água das barragens construídas para a agricultura.

"Ainda que manifestando preocupação com as consequências para o sector, a Agricultura Regional mostra-se solidária com a população" e compreende que a água de barragens construídas para servir a agricultura seja, "em situação de dificuldade, partilhada prioritariamente com o consumo público", lê-se num comunicado de imprensa enviado à Lusa.

O director da DRAAlg, Castelão Rodrigues, visitou recentemente os perímetros de rega do Benaciate e do Arade e os locais do Carvoeiro e Vale da Vila, tendo-se reunido depois com agricultores e hortofruticultores onde se decidiu continuar a poupar água através da diminuição do número de dias e horas de rega.

As associações de agricultores, além da diminuição do número de dias e horas de rega, estão a utilizar sondas que permitem fazer medições destinadas a adequar a frequência e a duração das regas às necessidades mínimas das culturas.

Durante a reunião com o director da DRAAlg os agricultores apelaram para a rápida conclusão das obras da barragem de Odelouca e recomendaram que se realizasse, no início da época das chuvas, a "bombagem das águas da pré-ensecadeira da futura Barragem de Odelouca para a Barragem do Funcho".

No início deste mês, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e a DRAAlg lançaram um edital onde recomendavam a redução da rega de citrinos em 30 por cento, com o objectivo de poupar água nas 11 freguesias que se servem do aquífero Querença-Silves, a mais importante reserva de água da região.

A Junta Metropolitana do Algarve (JMA) pediu também ao Governo, através do Instituto Nacional da Água, para arbitrar "com rigor os usos da água" no sector agrícola sob pena de na ausência de chuva no Outono, se virem a tomar "decisões mais drásticas".

A JMA e as Águas do Algarve informaram, também no início deste mês, que a poupança de água na região estava a ser efectiva na ordem dos cerca de 20 a 30 por cento, mas alertavam para a urgência em manter as medidas de poupança.


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Fonte: Lusa

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