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- 17-07-2005 |
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Primeiro-ministro garante para 2009 conclusão de projecto regadio da Cova da Beira
Sócrates, acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas falava na apresentação das obras integradas naquele projecto, que contemplam a construção das redes secundárias de rega, drenagem e viária dos Blocos de Belmonte e de Caria. O projecto envolve ainda a construção do terceiro troço do canal condutor geral e do canal da Capinha/Aproveitamento Hidro-agrícola da Cova da Beira, estimado em cerca de 49.889.740 euros de investimento. O primeiro-ministro recordou que há 30 anos foram realizados os primeiros estudos do Regadio da Cova da Beira e que, nos finais da década de 1970, prometia-se o empreendimento com a construção da barragem da Meimoa. Adiantou que, então, técnicos de engenharia ligados à hidráulica agrícola iniciaram neste projecto as suas funções profissionais depois de se licenciarem e "aqui se reformaram" antes da realização do projecto estar concluído. José Sócrates definiu o Regadio da Cova da Beira como "um dos projectos emblemáticos estruturantes mais importantes para o Interior e para os distritos de Castelo Branco e Guarda, porque ele vai beneficiar e ajudar a desenvolver a sua agricultura e de certa forma a desenvolver-se a sua economia". Observou que no âmbito do referido projecto de regadio faltam ainda os canais de rega da Covilhã e Fundão, mas prometeu que vão ser feitas as adjudicações "nos próximos anos por forma a que tudo esteja construído até 2009". "Já tardava que o regadio esteja concluído por forma a que aquilo que foram os sucessivos anúncios de Estado possam agora ser concretizados e as pessoas aproveitem a água para melhorar e modernizar a nossa agricultura e melhorar as condições de vida das pessoas que aqui vivem", expressou. O primeiro-ministro referiu ser "fundamental para o Estado português desenvolver uma política de regadios", sublinhando que em Portugal registam-se "crises cíclicas ambientais e climatéricas, em que de anos a anos temos secas que afectam várias fontes da nossa actividade económica e em particular a actividade agrícola". Por isso entende que "a política de regadio, para garantir a água em qualquer circunstância para a agricultura portuguesa", é uma das principais prioridades da acção governativa. José Sócrates definiu este sector de abastecimento de água para a agricultura como uma das prioridades no actual Quadro Comunitário de Apoio (QCA), mas também no próximo, em que "a rede de regadio do país constitui uma prioridade para política agrícola em Portugal". Outra prioridade no sector, que disse ser importante realizar, refere-se ao emparcelamento, salientando que Portugal tem na agricultura "uma dificuldade em modernizar-se por causa da dimensão da propriedade, dado que somos um dos países que têm uma dimensão de propriedade mais pequena e isso é muito limitante". Afirmou que, "hoje, uma agricultura moderna exige uma dimensão média superior àquela que nós temos", pelo que defendeu que "temos de nos juntar para produzir melhor e para podermos competir, para nos tornarmos mais competitivos e cada vez mais exigentes". José Sócrates disse que no próximo QCA os apoios a atribuir à agricultura vão depender também da dimensão da propriedade e que "há portanto muito pouco tempo para isso", pelo que sustentou a necessidade de o emparcelamento começar "desde já a ser feito, porque aqueles que o não fizerem também não beneficiarão". As obras hoje anunciadas em Meimoa vão acrescentar uma área regável no âmbito do Projecto de Regadio da Cova da Beira de 2.923 hectares à área actualmente em exploração, constituída pelo Bloco da Meimoa (3.460 hectares), numa área total prevista a beneficiar de 14.440 hectares. Estas empreitadas incluem a construção de redes de drenagem com uma extensão total aproximada de 16 quilómetros e redes viárias com cerca de 35,3 quilómetros. A construção dos canais, condutor geral e da Capinha desenvolve-se numa extensão de 27.949 metros e 3.200 metros, respectivamente, e permitirá a conclusão do canal condutor geral de todo o aproveitamento hidro-agrícola. Os prazos de realização das obras é de, respectivamente, 19 e 10 meses, para os blocos de Belmonte e de Caria e de 24 meses para os canais. O Director Regional de Agricultura da Beira Interior, Rui Moreira, definiu o aproveitamento hidro-agrícola da Cova da Beira como "importante investimento de fins múltiplos (regadio, abastecimento de água às populações, energia eléctrica) que será determinante para o desenvolvimento tanto da região da Cova da Beira como da Beira Interior como um todo". "Trata-se de um projecto fundamental para o desenvolvimento agrícola e rural da Região, quer pelo incremento da produção agrícola perspectivada, quer pela concomitante animação das restantes actividades económicas da região", disse.
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