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- 18-04-2005 |
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Seca : Situação Geral na Agricultura
Em termos meteorológicos, a seca afecta a totalidade do território do Continente com índices de seca de valor mais elevado no sul e litoral com extensão até ao Minho. Outro parâmetro que caracteriza a seca meteorológica e que tem impacto sobretudo nas actividades agrícolas é o teor da água no solo, que na metade sul do Continente é inferior a 50% da capacidade máxima. Segundo o relatório, o efeito mais sentido deste parâmetro no sector agrícola até ao momento foi o esgotamento dos stocks de palhas, de fenos e de silagens na maioria das explorações agrícolas e, por isso, o recurso anormal a rações industriais e aquisição de palhas e fenos no exterior do país, a preços muito elevados. Com a informação fornecida pelas Direcções Regionais de Agricultura, é apresentada a situação, até à primeira quinzena de Abril, das diferentes culturas: Cereais de Outono/InvernoTrigo Aveia Centeio Triticale De um modo geral, a falta de precipitação e as temperaturas baixas provocaram fraco desenvolvimento vegetativo (plantas de pequeno porte), atraso na evolução das culturas e, nalguns casos, ausência de afilhamento, dada a escassez de água no solo. Registam-se situações de searas que já começaram a ser pastoreadas e casos em que já se observa espigamento em plantas de 20 centímetros de altura. Batata de sequeiro e regadioConstata-se que as plantações mais precoces desta cultura – batata primor – foram prejudicadas significativamente por geadas e pela fraca pluviosidade, tendo-se nalguns casos verificado a sua replantação. Culturas permanentesDe um modo geral os Citrinos foram afectados pelas geadas, o que originou quebra de produção. No Algarve: - Verifica-se atraso na floração de citrinos; - As geadas negras, na última semana de Janeiro provocaram elevados prejuízos nas variedades de meia estação, situadas nas zonas de baixa e de meia encosta (quebras entre 70 e 100%), para além de terem afectado as árvores; - A diminuição de rendimento nestas variedades estima-se em 20% a 30%. No Ribatejo e Oeste: - No Médio Tejo a produção foi reduzida e de fraca qualidade, com quebras também na Península de Setúbal e Baixo Sorraia; - No Oeste os limoeiros, em plena colheita, registam produção normal e boa qualidade. As Prunóideas estão na fase de floração e as Pomóideas na de “gomo de algodão” ou de “botão verde-rosa”, no caso de variedades de macieira precoces. As temperaturas baixas beneficiaram a floração das espécies frutícolas, mas a sua evolução dependerá das condições climatéricas que se vierem a verificar. No Olival a falta de precipitação poderá comprometer a floração. A Vinha apresenta-se na fase de rebentação, o que constitui uma situação normal, embora nalguns casos o seu desenvolvimento vegetativo se encontre atrasado. Forragens, prados e pastagensAs últimas estimativas de produção disponíveis reportam-se à terceira semana de Março e foram publicadas no Relatório anterior (31 de Março). Culturas
forrageiras anuais de Outono/Inverno As exploradas em corte único, para silagem ou para feno, revelam atraso no crescimento, mas ainda poderão ter recuperação se as condições forem favoráveis. Do aumento de pluviosidade dependerá portanto a possibilidade de reposição de stocks forrageiros, que garantam a alimentação do gado até Setembro/Outubro, altura em que ocorre a produção de silagem de milho. A reposição do feno só será possível no próximo ano. Prados
e pastagens permanentes melhoradas e semeadas Pastagens
pobres
Os stocks de palhas, de fenos e de silagens esgotaram-se na maioria das
explorações agrícolas.
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