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- 23-01-2005 |
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Seca : Agricultores vão beneficiar de 20 a 22 milhões de euros
O governante, que hoje entregou a primeira Bandeira Floresta Verde atribuída no país à Associação de Produtores Florestais de Paul, concelho de Covilhã, explicou que o Governo tem estado a preparar a "organização de uma série de medidas que nesta fase articulam a seca com um surto de língua azul, uma doença que não tem qualquer efeito nos humanos mas que mata ovinos e que se transmite através dos bovinos, impondo condicionantes à circulação desses animais". "Esses animais, que não podem circular, e, ao mesmo tempo, a seca, criam uma situação muito difícil na área da pecuária e na agricultura de uma forma geral", disse. Costa Neves referiu que as medidas a desenvolver passam por "uma comparticipação integral das vacinas e de todos os testes", mas também "por assegurar a antecipação de todos os subsídios que podem ser antecipados para que os agricultores sejam mais aligeirados do peso que sentem neste momento". O ministro referia-se nomeadamente às rogações de regras da União Europeia (UE) "que impedem a utilização de certos terrenos que obviamente não se justificam neste momento". Outras medidas que disse irem ser implementadas prevêem o "facilitar a poda das azinheiras, porque podem ser alimento para o gado e tinham um processo burocrático (Ó) e a atribuição de um apoio directo, a fundo perdido, para alimentação dos animais durante um primeiro período de 30 dias" enquanto se espera que chova. Costa Neves sublinhou que estas medidas - que a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considerou virem responder "em parte" às suas solicitações - "não têm em alguns casos contornos precisos para o que se está a trabalhar, por exemplo sobre quanto é que deve ser o subsídio diário para a alimentação de um bovino ou de um ovino". "Estamos a trabalhar com a consciência de que há aqui uma situação grave, pela qual não se pode esperar", disse. O Ministro da Agricultura disse ainda que "os contactos com Bruxelas estão a decorrer, os meios estão a ser mobilizados e tudo isto para operacionalizar muito rapidamente, esperando-se que ainda este mês de Janeiro" os meios estejam disponibilizados. No que diz respeito à alimentação do gado, adiantou que não há qualquer apoio da UE, pelo que terá de haver um apoio nacional.
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