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 -  21-08-2003

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Indústria : API reduz para 2,5 ME apoio à fábrica de Biodiesel da Nutasa

Lisboa, 20 Ago
A Agência Portuguesa para o Investimento (API) reduziu para 2,5 milhões de euros o apoio concedido ao grupo agro-industrial Nutasa para a construção de uma fábrica de biodiesel em Alhandra.

Segundo revelou hoje à agência Lusa o presidente da Nutasa, João Rodrigues, face a este corte, está a ser estudada a entrada de um parceiro no projecto, o reforço dos capitais próprios da empresa, ou o recurso ao novo financiamento junto da banca.

A API justificou a redução para mais de metade do apoio de 6,5 milhões de euros, inicialmente previsto, com a falta de verbas para projectos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O contrato com a API deverá ser assinado nos próximos dias e o incentivo contempla um milhão de euros para despesas financeiras e 1,5 milhões de euros de prémio de realização, verba a fundo perdido.

Segundo João Rodrigues, estão a ser "sondados" potenciais interessados numa "parceria para o empreendimento", que "poderão ser do tipo estratégico ou financeiro".

Certo é que "vamos ter que tomar uma decisão durante o mês de Setembro", afirma.

A meta para a instalação da fábrica continua a ser o primeiro dia de Janeiro de 2005, não obstante o percalço financeiro, que, estima, atrasará o andamento do projecto em dois meses.

Cerca de 12 milhões de euros, dos 24 milhões previstos, foram já investidos no lançamento da fábrica de Alhandra, que terá uma capacidade de produção de 100 mil toneladas de combustível e oito mil toneladas de glicerina para exportação.

As infra-estruturas de armazenagem e tratamento de águas já estão praticamente concluídas, e brevemente deverá ser escolhido o fornecedor da fábrica de transformação de oleagionosas (soja e colza).

Quanto à origem da matéria-prima - 200 mil toneladas de colza ou 450 mil toneladas de soja, anuais - Rodrigues afirma que os produtores portugueses não têm demonstrado muito interesse neste tipo de culturas.

Assim sendo, os principais fornecedores da Nutasa, que actualmente produz óleos de consumo alimentar, continuarão a ser brasileiros e norte-americanos, prevê Rodrigues.

Segundo o presidente da Nutasa, a produção da fábrica tem colocação garantida no mercado, graças a uma directiva comunitária que obriga a que dois por cento do gasóleo consumido tenha origem vegetal, ou seja, 100 mil toneladas.

E esta percentagem vai aumentar até 2010, altura em que deverá chegar próximo dos sete por cento.

A Nutasa, que detém importantes investimentos em países lusófonos como Cabo Verde e Moçambique, atingiu em 2002 um volume de negócios de 177,3 milhões de euros, esperando este ano chegar aos 221,3 milhões de euros.


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Fonte: Lusa

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