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- 27-02-2003 |
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Agricultura : Governo cria grupo para estudar melhor forma de aproveitar Alqueva
O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas já concretizou, através de um despacho, a intenção de "estudar formas de rentabilizar o Alqueva no plano agrícola" com a criação de um grupo de projecto. O grupo, denominado Alqueva Agrícola, vai "programar, lançar, coordenar e acompanhar todas as acções necessárias" para prosseguir um conjunto de objectivos, informou hoje o Ministério. Armando Sevinate Pinto defende a necessidade de "desenvolver todos os esforços para intensificar os estudos, investigações e experiências" com vista a definir, o mais rápido possível, as culturas, sistemas, métodos de rega e práticas agrícolas mais adequadas para rentabilizar o empreendimento do Alqueva. O que se pretende é, segundo o Ministério, fazer da barragem do Alqueva "um instrumento de reconversão e modernização agrícola" com utilidade tanto para as entidades privadas, como na vertente pública. O grupo de trabalho, que será composto por cinco técnicos do Ministério da Agricultura, deverá "envolver" também os parceiros e agentes económicos e sociais com interesses na área. Entre os objectivos definidos por Sevinate Pinto está a avaliação do que já foi feito relativamente à futura ocupação agrícola das áreas irrigadas. Por outro lado, é necessário a identificar todas as actividades agrícolas que se adaptam melhor às características naturais, como os solos e o clima, apresentados em cada área. Equacionar todos os elementos que vão condicionar a envolvente da produção agrícola do Alqueva e identificar as acções a empreender para divulgar as actividades que permitam maximizar as possibilidades do empreendimento são outras tarefas do projecto Alqueva Agrícola. O ministro pretende ainda que se apure quais as "condições concretas necessárias para que os agricultores possam reconverter com êxito os seus sistemas actuais, transformar e escoar os seus produtos". Numa primeira fase, o projecto deverá preparar um plano de intervenção para a zona, contendo um diagnóstico da situação actual e propondo um conjunto de acções "claramente identificadas, fundamentadas e acompanhadas da respectiva ficha financeira e mecanismos de avaliação".
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