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 -  14-01-2003

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"Grandes Bacias Hidrográficas de Angola" em livro do agrónomo Castanheira Diniz

Lisboa, 13 Jan
Um "instrumento de trabalho para o desenvolvimento agrícola" de Angola, é como o engenheiro agrónomo Alberto Castanheira Diniz vê a sua nova obra, "Grandes Bacias Hidrográficas de Angola", hoje lançada em Lisboa, no Instituto Superior de Agronomia.

Nas palavras do próprio autor à Agência Lusa, trata-se de "uma síntese de relatórios elaborados em diferentes alturas para casos específicos".

A obra integra três estudos, sobre as bacias hidrográficas do Cuanza, rios do Noroeste Angolano e rios do Sudoeste angolano, da autoria do septuagenário agrónomo, investigador de longa data dos rios e solos de Angola.

Resultado de quase uma década de trabalho, a obra, com várias centenas de páginas, foi realizada em dois momentos distintos - uma de reconhecimento de campo, que levou dois a três anos, antes da independência de Angola; outra, entre 1986 e 1991, por solicitação do governo angolano.

A edição conta com o apoio do Instituto para a Cooperação Portuguesa (ICP) e da Agência Portuguesa de Apoio ao Desenvolvimento (APAD). Esta é, aliás, a última edição conjunta das duas instituições, antes da fusão de ambas no novo Instituto Português para o Apoio ao Desenvolvimento.

Para a Presidente da APAD, Isabel Dias, o trabalho hoje apresentado constitui um complemento "aos múltiplos apoios da cooperação portuguesa a Angola, no sector agrícola".

O presente estudo, faz questão de sublinhar Castanheira Diniz, interessa "sobretudo às faixas litorais do território angolano, em que a agricultura de sequeiro é inviável e que apenas com o regadio podem obter produções (agrícolas) regulares e uniformes".

É nestas faixas do litoral, lembra, que estão concentrados os grandes centros populacionais.

Quanto ao futuro do país, ao qual se confessa "intimamente ligado", Castanheira Diniz considera que o fundamental, agora que a guerra acabou, é "redistribuir a população - levar as pessoas às suas áreas de origem, onde se pode fazer agricultura de sequeiro em larga escala, de produtos alimentares que se podem obter num curto espaço de tempo, como o milho ou a mandioca".

É altura de fazer uso do "grande potencial agrícola" de Angola, afirma Diniz.

O professor Augusto Manuel Correia, ex-aluno de Castanheira Diniz e actual vice-presidente do ICP, elogiou, no homenageado, "o conhecimento profundo do território angolano, de Cabinda ao Cunene" e a "preocupação de levar o seu saber onde fosse preciso".

Para Correia, "Grandes Bacias Hidrográficas de Angola" é uma "ferramenta útil para o governo angolano projectar o desenvolvimento do país".

Castanheira Diniz é uma referência incontornável no campo da investigação agronómica, encontrando-se de há muito ligado a Angola, onde foi chamado a diversos trabalhos de pesquisa, antes e depois da independência.

Com mais de 200 trabalhos publicados até à data, Castanheira Diniz é unanimemente reconhecido como um dos grandes especialistas mundiais nos solos de Angola.

A matéria dos seus estudos vão desde a caracterização e cartografia dos solos à selecção e aptidão de terras, passando pelo meio físico e enquadramento ambiental.

Tem vindo a efectuar estudos para os ministérios angolanos da Agricultura, Indústria, Planeamento, Energia e Petróleos, bem como para grupos portugueses com interesses neste país.

Em Portugal, colabora sobretudo com Universidades, laboratórios e empresas como a Portucel, Partex, Hidroprojecto e Somincor.


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Fonte: Lusa

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