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No passado mês de Março ocorreram dois acidentes mortais com tractores noticiados apenas pela Imprensa regional. Num deles a vítima foi uma mulher ainda jovem que trabalhava nos socalcos do Douro com um tractor, cuja barra de segurança estranhamente lhe atingiu o pescoço quando a máquina capotou. Os tractores continuam a ser um equipamento de trabalho que requer várias condições de segurança. Com a implementação das estruturas de segurança - pórticos, quadros e cabinas - que a nossa legislação obriga para todos os tractores matriculados depois de Janeiro de 19941 , torna-se pertinente abordar as vantagens que o uso de espelhos retrovisores têm, ao melhorar as posturas e visibilidade dos operadores de máquinas e equipamentos agrícolas, sem dificultar a velocidade e qualidade do trabalho. Estes espelhos, que normalmente já se encontram no mercado, podem vir a ser colocados ou adaptados aos tractores. De notar, porém, que esta adaptação nunca se fará perfurando a estrutura de segurança, pois essa perfuração iria diminuir a eficácia dessas mesmas estruturas. A forma destes espelhos não é importante, embora os rectangulares resultem em melhores condições de visibilidade, pelo que devem ter medidas que rondem os 20 x 30 cm e podendo ser convexos ou planos. Para os primeiros, cuja vantagem é a de abrir o ângulo de visão do trabalho a realizar, têm a desvantagem de provocar alguma distorção e redução da imagem. Para operações que requerem exactidão nos detalhes do terreno, da cultura ou das funções do equipamento, os espelhos planos são os mais indicados. Normalmente a qualidade do trabalho melhora com o uso de espelhos retrovisores, embora, no início, alguns parâmetros de qualidade sejam negativos; estes vão melhorando rapidamente com a experiência e a habituação. Da sua experimentação resultou que a totalidade do trabalho a executar, a acção de virar para trás é reduzida, com o uso de espelhos, de 67% para 4%. Estas reduções são bastante significativas e importantes para a saúde e bem-estar dos operadores de tractores, que normalmente realizam o mesmo trabalho sem espelhos, torcendo as costas num ângulo de 40-50º e o pescoço de 50-70º. Há que contar, também, que as vibrações transmitidas pelos tractores e a irregularidade do terreno tornam o trabalho mais penoso, aumentando os riscos de lesões na coluna vertebral. Recomendações finais:
Abril de 2006
(1) - Decreto-Lei n.º 50/2005, de 25 de Fevereiro (Art.º 23º). Publicado em16/05/2006 |
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