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Projecto PINUS

1. ENQUADRAMENTO

1.1. HISTÓRIA

O Centro PINUS foi constituído em 1998 pelos maiores consumidores de madeira de pinho, Sonae Indústria, Portucel Viana, Portucel Tejo e AIMMP, pela autoridade florestal nacional, a Direcção Geral das Florestas e pelas então duas federações de proprietários florestais, a Federação dos Produtores Florestais de Portugal e a Forestis, com o objectivo de contribuir para o aumento da produção e qualidade da madeira de pinho.

1.2. CONTEXTO

Portugal tem uma excepcional aptidão florestal, sendo a Floresta uma das suas maiores riquezas e o seu único recurso natural, e renovável, que suporta três Fileiras Industriais de inquestionável importância na economia do país.

1.3. DESAFIO

"À diminuição da área de Pinheiro Bravo ... a partir dos finais dos anos 70,..., junta-se um conjunto de características dessas áreas, reveladoras duma evolução altamente desfavorável e comprometedora das aspirações e possibilidades de participação do Pinheiro Bravo na concretização dos objectivos de desenvolvimento sectorial desejáveis." (João Bento, UTAD, 1998)

1.4. COMPROMISSO

O compromisso de uso sustentado dos recursos florestais do país implica o recurso à reutilização (subprodutos da serração), reciclagem (madeira e papel) e importação, que representam hoje quantidades bastante significativas no aprovisionamento de matéria-prima lenhosa

1.5. MERCADO

A competitividade internacional das Indústrias da Fileira de Pinho tem vindo a decrescer significativamente:
- em 2000 o saldo comercial da Fileira Florestal foi de 164,1%;
- o saldo comercial da Fileira do Pinho foi de 74,5%, já pouco acima dos valores nacionais (61,7%).

1.6. OPORTUNIDADE

Um conjunto de factores e oportunidades de ordem económica e ambiental, porque eco-eficiente, de ordem social, porque empregadora em espaços rurais, fazem da Floresta e das Indústrias da Fileira um sector com amplo potencial de desenvolvimento sustentável. Importa, por isso, promover o uso crescente dos Produtos da Madeira, tarefa que exige a mobilização da Sociedade para a defesa e fomento dos recursos florestais do país, enquanto fonte de riqueza e bem estar para toda a comunidade, à semelhança do que está a ser feito em muitos países da UE.

1.7. ALTERAÇÕES CLIMATICAS

A Floresta e os Produtos de Madeira são instrumentos essenciais para a luta contra as alterações climáticas. De facto, a Floresta é, por excelência, o sumidouro de CO2 e os Produtos de Madeira são os sequestrantes ideais do carbono, nomeadamente em aplicações de longa duração (caso da construção civil).

2. O PROJECTO PINUS

O Projecto PINUS visa desenvolver o PROGRAMA INTEGRADO DE MELHORAMENTO DO PINHEIRO BRAVO, que se prolongará até ser alcançado o seu objectivo estratégico:
- "Maximizar a produção e optimizar a qualidade da madeira de Pinho, contribuindo para o fornecimento sustentado de matéria-prima com as características exigidas pelas necessidades das Indústrias da Fileira de Madeira de Pinho"

2.1. RESULTADOS ESPERADOS
  • aumento do potencial produtivo:

    - a produtividade actual dos pinhais é de 5,3 m3/ha/ano;

    - a curto/médio prazo, 8 m3/ha/ano através duma gestão profissional dos pinhais existentes;

    - a longo prazo, 11 m3/ha/ano nas arborizações com plantas melhoradas

  • produção de plantas melhoradas:
    pretende-se, em 10 anos, a arborização dos 15.000 ha/ano previstos no PDSFP, com plantas melhoradas:
    - 2 % entre 2002 e 2004;

    - 20 % entre 2004 e 2008;

    - 40 % entre 2008 e 2012;

    - 100 % a partir de 2012

2.2. RELEVÂNCIA

O Projecto PINUS é de interesse nacional, não se confinando às motivações das Indústrias da Fileira do Pinho que decorrem da escassez de matéria-prima, pois tem as características de um projecto de sustentabilidade:

  • vertente económica, ao aumentar a oferta, qualidade e valor da matéria-prima, criando riqueza ao logo de toda a cadeia de valor;

  • eco-eficiência e ambiente, no combate as alterações climáticas;

  • social, ao promover o desenvolvimento e o emprego rural.

tem, ainda, uma importante componente tecnológica, ao criar competências, desenvolver métodos e disponibilizar ferramentas que contribuem para modernizar a parte mais frágil da cadeia de valor, a montante das Indústrias da Fileira Florestal (a cadeia de abastecimento de matéria-prima lenhosa).

2.3. PARCEIROS ENVOLVIDOS

Co-promotores Industriais: Sonae Indústria, Portucel Viana e Portucel Tejo.
Entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional:, Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (INETI), Instituto Nacional de Investigação Agrária (INIA), Centro Tecnológico das Indústrias de Madeira e Mobiliário (CTIMM), Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e Instituto RAIZ.
Assessoria: Associação para a Valorização da Floresta de Pinho (Centro PINUS) e Viveiros Aliança.

3. CONTACTOS

Centro PINUS - Associação para a Valorização da Floresta de Pinho
Eng.º Miguel Pinto
Rua do Campo Alegre, 823 - IBMC - 4150-180 Porto
Tel/Fax: 226067156; Telm: 939302312
E-mail: Centro.Pinus@gescartao.pt

Publicado em 10-03-2004

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