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Dossier:  

 
C N A   Considera Globalmente Positivo Para Os  Agricultores Portugueses O “Regime De Ajuda  Simplificado” Das Ajudas Directas.

Mediante proposta apresentada pela Comissão Europeia o ano passado, o Conselho Agrícola acaba de aprovar um “Regime de Ajuda Simplificado” para os Agricultores que recebam menos de 1.250 EURO´s (250 contos) de Ajudas Directas (“subsídios INGA”), por ano.

O principal objectivo deste “regime simplificado”  é, exactamente, “simplificar os procedimentos administrativos” ou seja, simplificar a burocracia do regime de Ajudas Directas da PAC, concedidas através de várias OCM´s Organizações Comuns de Mercado (Arvenses; Bovinos; Ovinos e Caprinos; Arroz).

A CNA sempre  considerou a burocracia como o “3º Pilar” desta PAC e factor que, por si só, em Portugal muito prejudica os pequenos e médios Agricultores e as Organizações Agrícolas. Daí que seja bem vindo qualquer processo que simplifique o sistema actual.

Os Agricultores, que voluntariamente agora adiram ao “regime simplificado”, têm que continuar a produzir, o que em termos globais também é importante para o nosso País.

Entretanto, nada justifica posições de exagerada “euforia” ou “auto--presunção”, venham lá elas de onde vierem. Este “Regime de Ajuda Simplificado” não passa disso mesmo visto tratar-se, apenas, de (mais) um instrumento  de aplicação desta  PAC. Aliás e como é sabido, desde o seu início, em 1992, que o sistema das Ajudas Directas tende a separar este tipo de Ajudas, da produção, e sempre contra a vontade dos Agricultores.

Muito mais “radical”  que esta medida seria, por exemplo, a aplicação, a sério, da “Modulação” (redução por escalões das Ajudas Directas) e do “Plafonamento”  (imposição de tectos ou limites máximos) aos grandes proprietários e à grande agro-indústria, de forma a redistribuir as “poupanças”, a obter por estas vias, pela Agricultura Familiar e pelo Desenvolvimento Rural.

Coimbra, 21 de Junho de 200

A  Direcção Nacional da  C N A

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