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O
Controlo de Qualidade na indústria alimentar é uma ferramenta
essencial para garantir a confiança dos clientes e consumidores. Na
campanha passada, fomos desafiados, pela António Silvestre
Ferreira, a maior empresa produtora de uva de mesa do país (www.herdadevaledarosa.com.pt),
para concebermos o seu sistema de Controlo de Qualidade.

Os
responsáveis da empresa valorizaram a externalização deste
serviço como forma de garantir a autonomia e a autoridade
necessária para a aplicação efectiva dos controlos estabelecidos.
Após o decorrer de uma campanha, o sistema é já considerado uma
peça essencial para o desenvolvimento estratégico da empresa, cujo
principal objectivo é colocar no mercado um produto de elevada
qualidade.
Dada
a especificidade do produto (uva de mesa) e da empresa, foi
possível alargar o âmbito do Controlo de Qualidade a todas as
fases do processo produtivo, desde a colheita até à expedição da
uva. Definimos uma malha de amostragem compatível, a equipa
necessária para a sua execução e desenvolvemos um sistema de
recolha de dados numa base de dados que permite a emissão de
relatórios semanais de evolução da qualidade do produto.
Os
parâmetros avaliados tiveram em consideração os aspectos
previstos na legislação para a comercialização de uva de mesa,
além das definições dos cadernos de especificações dos
clientes. Para cada parâmetro, foi considerado o limite previsto
pelo cliente mais exigente.

Durante
todo o processo foi dada particular relevância à comunicação
interna. Todo o pessoal (cerca de 400 pessoas) foi informado dos
critérios que integram o sistema, e todos os problemas encontrados
no Controlo de Qualidade são imediatamente comunicados ao operador
responsável e periodicamente divulgados a toda a organização. De
forma a evitar a possível quebra de produtividade decorrente do
Controlo de Qualidade, foi implementado um sistema de Avaliação de
Desempenho que envolve a atribuição de prémios aos operadores
mais eficientes (produtividade vs qualidade) e cumpridores das
normas da empresa e, paralelamente, a penalização dos elementos
menos eficientes e incumpridores dessas mesmas regras.

Não
foi necessário mais do que uma campanha para verificar os efeitos
que a aplicação do Sistema de Controlo de Qualidade teve na
produtividade da empresa e na qualidade do produto. Tornar a
remuneração dos operadores dependente da eficiência dos mesmos,
por exemplo, teve uma contribuição surpreendente para a melhoria
dos resultados da empresa. Os resultados obtidos permitem-nos mesmo
estabelecer objectivos para a próxima campanha de forma mais
ambiciosa e exigente: zero devoluções e zero reclamações!
Pedro
Miguel Santos
Director-Geral da CONSULAI
Publicado
em 19/03/2007
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